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Quase 100 pessoas são presas em operação global contra golpes digitais

Ação internacional reuniu 72 países durante seis meses e mirou crimes como phishing, golpes românticos e fraude de cartão de crédito

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Golpes digitais – A Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal, divulgou os resultados da Operação Synergia III, uma ação coordenada que mobilizou forças de segurança de 72 países durante seis meses. Ao todo, 94 pessoas foram presas por envolvimento em crimes como phishing, golpes românticos e fraudes com cartão de crédito, enquanto outros 110 suspeitos permanecem sob investigação.

Realizada entre julho de 2025 e janeiro de 2026, a iniciativa também resultou na apreensão de 212 dispositivos utilizados em atividades ilícitas. No mesmo período, autoridades conseguiram derrubar mais de 45 mil endereços IP associados à hospedagem de páginas fraudulentas e à infraestrutura digital usada por criminosos.

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Como funciona o phishing

Um dos principais crimes combatidos durante a operação foi o phishing, prática em que golpistas criam páginas falsas que imitam instituições legítimas, como bancos, órgãos públicos ou serviços de pagamento. Ao acessar esses sites acreditando serem oficiais, as vítimas acabam fornecendo senhas, dados bancários e outras informações pessoais.

Durante a Synergia III, a polícia de Macau, Região Administrativa Especial da China, identificou mais de 33 mil dessas páginas fraudulentas. Parte delas simulava instituições financeiras, enquanto outras imitavam cassinos online, incentivando vítimas a depositar dinheiro em contas que não podiam ser usadas de forma legítima.

Prisões em diferentes regiões

Entre os países participantes, Bangladesh concentrou o maior número de detenções. Foram 40 suspeitos presos e 134 dispositivos apreendidos. As investigações apontaram que os envolvidos estavam ligados a golpes de empréstimo, fraude de emprego, roubo de identidade e clonagem de cartão.

No Togo, dez pessoas foram presas por participação em uma mesma quadrilha que operava dentro de uma área residencial. Cada integrante tinha uma função específica na estrutura do grupo.

Alguns eram responsáveis por invadir contas em redes sociais, enquanto outros conduziam os chamados golpes românticos, nos quais a vítima é manipulada emocionalmente antes de sofrer prejuízos financeiros. Também havia integrantes especializados em sextorsão, prática em que criminosos ameaçam divulgar imagens íntimas para extorquir dinheiro.

Operação evoluiu ao longo dos anos

A Operação Synergia foi criada pela Interpol em setembro de 2023, quando a primeira edição reuniu 52 países diante do crescimento acelerado do cibercrime transnacional. Naquele momento, cerca de 1.300 endereços IP ligados a atividades ilícitas foram neutralizados.

A segunda edição, realizada no final de 2024, contou com a participação de 95 países e resultou em 41 prisões.

Finalmente na terceira fase, a Synergia III ampliou o impacto das ações: 72 países participaram da ofensiva, que terminou com 94 presos e mais de 45 mil endereços IP derrubados.

Apoio de empresas de segurança

A operação também contou com a colaboração de empresas especializadas em segurança digital, como Group-IB, S2W e Trend Micro.

A participação do setor privado tem se tornado cada vez mais comum em investigações desse tipo. O mapeamento de redes criminosas digitais exige análise de servidores, identificação de padrões de ataque e conexão entre diferentes operações online, tarefas frequentemente conduzidas por empresas que monitoram ameaças cibernéticas de forma contínua.

A Trend Micro, por exemplo, forneceu informações sobre uma operação chamada Tycoon2FA, um kit de phishing comercializado entre criminosos como uma espécie de serviço terceirizado de fraude.

Segundo a Interpol, os resultados da Synergia III não representam o fim das investigações. A organização alerta que, em 2026, o cibercrime se tornou mais sofisticado e destrutivo do que em qualquer outro momento anterior.

(Com informações de Tecmundo)

(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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