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86% dos CEOs preveem impacto da IA nos negócios até 2027

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IA nos negócios – A ampla maioria dos CEOs no Brasil acredita que a inteligência artificial deve provocar mudanças profundas nos negócios em curto prazo. De acordo com a nova edição do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon, 86% dos executivos no país esperam impactos significativos ou transformativos da tecnologia em seus modelos de operação e geração de valor nos próximos dois anos.

O índice reúne duas percepções principais entre os entrevistados: 50% avaliam que a IA trará impacto significativo, impulsionando avanços relevantes e se tornando um fator-chave de sucesso, enquanto 36% acreditam em uma transformação mais profunda, com mudanças estruturais na forma como as empresas operam e criam valor.

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Por outro lado, apenas 12% dos CEOs consideram que os efeitos serão moderados, restritos a melhorias pontuais sem alterar o funcionamento do negócio. No cenário global, a soma dos que esperam impactos significativos (58%) e transformativos (32%) chega a 90% dos executivos ouvidos.

“Ainda que exista questionamento do mercado sobre a extensão da capacidade de as empresas extraírem valor da IA para o crescimento dos seus negócios, há uma percepção muito forte de que essa tecnologia vai alterar o cenário de negócios, independentemente de qual seja o setor de atuação”, afirma Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. “O desafio das organizações continua sendo utilizar a IA para gerar ganho real de produtividade, demonstrando ao mercado exatamente como estão fazendo isso, a fim de justificar os altos investimentos realizados nos últimos anos”, completa.

O levantamento ouviu 1,2 mil CEOs de grandes empresas em todo o mundo entre novembro e dezembro de 2025. Os participantes representam 21 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, China, Alemanha e Japão, e cinco segmentos econômicos: bens de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, além de tecnologia, mídia e telecomunicações. As companhias analisadas possuem receitas anuais que variam de menos de US$ 500 milhões até mais de US$ 5 bilhões.

Entre as tecnologias de inteligência artificial, o machine learning é apontado como o principal motor de transformação para 61% dos executivos brasileiros. A ferramenta permite analisar grandes volumes de dados para gerar previsões e apoiar decisões mais assertivas. Em seguida, aparece a IA generativa, citada por 43% dos entrevistados, com potencial de criação de conteúdos em texto, imagem e código. Já o processamento de linguagem natural (NLP), responsável por compreender e responder à linguagem humana, foi mencionado por 33%.

O estudo também investigou os principais obstáculos enfrentados pelas empresas ao priorizar iniciativas de IA. O aumento dos riscos de cibersegurança lidera as preocupações, sendo citado por 22% dos CEOs no Brasil. Em seguida, com 16%, aparece a dificuldade de separar o entusiasmo do mercado de oportunidades realmente viáveis do ponto de vista comercial.

Outros desafios relevantes incluem os altos custos de implementação e os retornos incertos, além do desalinhamento entre lideranças sobre prioridades e apetite ao risco, ambos mencionados por 12% dos entrevistados.

 

(Com informações de TI Inside)

(Foto: Reprodução/Freepik/aukid)

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