Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Asteroide que poderia colidir com a Terra se afasta e agora ameaça a Lua
Notícias

Asteroide que poderia colidir com a Terra se afasta e agora ameaça a Lua

Apesar do aumento na possibilidade de colisão, impacto não seria forte o bastante para afetar órbita da Lua

522

Asteroide – Identificado em dezembro de 2024, o asteroide batizado de 2024 YR4 ganhou notoriedade no início de 2025 por apresentar uma chance relevante de colidir com a Terra em 2032. Com o avanço das observações, esse risco inicialmente cresceu, mas logo começou a diminuir até praticamente ser descartado. Agora, o foco se deslocou: novos cálculos mostram um aumento na possibilidade de o objeto atingir a Lua, reacendendo o interesse da comunidade científica.

Utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), a NASA conseguiu capturar imagens do asteroide em maio por meio de sua câmera infravermelha. A partir desses registros, uma equipe liderada pelo cientista Andy Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, refinou a previsão de trajetória do corpo celeste. Com isso, a margem de precisão nos dados foi aprimorada em cerca de 20%. Segundo a agência espacial norte-americana, isso fez com que a chance de colisão com a Lua subisse de 3,8% para 4,3%.

LEIA: Google anuncia ferramenta para identificar conteúdo gerado por IA

Apesar do aumento, o risco ainda é considerado baixo e sem impacto significativo. Especialistas afirmam que, mesmo em caso de impacto, a órbita da Lua não seria afetada. O astrônomo Pawan Kumar, ex-integrante do Instituto Indiano de Astrofísica em Bengaluru, destacou que possíveis fragmentos lunares lançados pelo impacto não seriam uma ameaça para a Terra, pois se desintegrariam ao entrar na atmosfera terrestre.

Quais seriam os efeitos do impacto do asteroide na Terra?

Com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros – equivalente à altura de um prédio de dez andares – o 2024 YR4 chegou a causar apreensão ao ser descoberto, já que apresentava uma chance superior a 1% de atingir o nosso planeta, o maior índice já registrado para um objeto com essas características. Em fevereiro, essa estimativa chegou a 3,1%, antes de começar a reduzir com a obtenção de novos dados.

Se tivesse colidido com a Terra, o impacto provavelmente geraria uma explosão atmosférica capaz de estilhaçar janelas e causar danos a estruturas leves. A área potencialmente atingida incluía o oceano Pacífico, regiões da América do Sul, África e sul da Ásia. Segundo a NASA, mesmo com um impacto no mar, a formação de tsunamis seria improvável.

Com medições adicionais, a chance de colisão foi sucessivamente reduzida: primeiro para 1,5%, depois para 0,3%, até atingir apenas 0,004%. Em 24 de fevereiro, a NASA anunciou que o asteroide não apresentava mais risco de impacto e passaria em segurança pela Terra. Desde então, cientistas confirmaram que ele não representa ameaça futura ao planeta.

Monitoramento será retomado em 2028

Pesquisas recentes indicam que o 2024 YR4 se originou no cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter, sendo gradualmente deslocado até se aproximar da órbita terrestre. Desde abril, o objeto se encontra distante demais para ser observado, mas deve se tornar visível novamente em 2028, quando voltará a ser acompanhado por astrônomos.

Na próxima oportunidade, os cientistas pretendem estudar mais a fundo a composição e a forma do asteroide. Essas informações são fundamentais para compreender o comportamento desses corpos celestes e avaliar possíveis cenários em caso de impacto, seja com a Terra ou com a Lua.

Embora atualmente não represente perigo, o asteroide 2024 YR4 serviu como um exercício prático para os protocolos de defesa planetária. A situação permitiu que especialistas testassem todas as etapas envolvidas: desde a detecção inicial até a análise, os cálculos de risco, a comunicação ao público e as estratégias de resposta.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/magryt)

Posts relacionados

Molécula no sangue pode dar pistas sobre expectativa de vida

Pesquisa indica que moléculas de RNA presentes no sangue podem ajudar a...

Ataque usa falsa verificação contra robôs para instalar malware

Golpe usa ferramentas legítimas do sistema para coletar senhas armazenadas em navegadores

Auditoria no Empresa Cidadã corta 71% dos cadastros e afeta licença-maternidade ampliada

Receita Federal excluiu mais de 22 mil organizações do Programa Empresa Cidadã...

Demissões por justa causa triplicam em relação a 2019

Especialistas citam monitoramento digital, retorno ao presencial e conflito geracional como causas...