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Atriz acusa Albânia de usar sua imagem em ministra virtual sem autorização

Anila Bisha afirma que autorização era restrita a assistente digital e pede à Justiça a retirada da IA Diella

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Ministra virtual – A atriz albanesa Anila Bisha, cuja imagem foi utilizada na criação de uma inteligência artificial apresentada como ministra da Albânia, afirmou nesta quarta-feira (11) que entrou com uma ação no Tribunal Administrativo da Albânia para solicitar a interrupção do uso de sua imagem pelo governo.

Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama anunciou a nomeação da IA chamada Diella – que significa “sol”, em albanês – como ministra encarregada de decisões sobre licitações públicas. À época, o governo apresentou a iniciativa como um marco no combate à corrupção, tema recorrente no debate político do país.

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Segundo Bisha, de 57 anos e figura conhecida no cenário artístico albanês, ela havia firmado um contrato autorizando o uso de sua imagem exclusivamente para representar a assistente virtual do portal governamental E-Albania, responsável por serviços públicos digitais.

De acordo com a atriz, o documento não previa a utilização de sua imagem para a criação de uma ministra virtual. “Isso é uma exploração da minha identidade e dos meus dados pessoais”, afirmou.

“Assinei apenas um contrato, de alguns meses , para o uso da minha imagem no âmbito dos serviços oferecidos aos cidadãos pelo E-Albania, de forma alguma para Diella, a ministra”, acrescentou.

A atriz também sustenta que a Agência Nacional da Sociedade da Informação, responsável pelo desenvolvimento da IA Diella, registrou uma patente envolvendo sua imagem e sua voz sem o seu conhecimento. Segundo Bisha, o procedimento “é ilegal” e tem prejudicado sua atuação profissional.

Em entrevista à AFP, Bisha afirmou que demorou a se manifestar publicamente porque aguardava uma solução consensual. Como, segundo ela, suas tentativas de contato com as autoridades não tiveram retorno, decidiu levar o caso à Justiça.

(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro)

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