Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
TI

China desenvolve chip que integra múltiplas frequências e IA

368

China – Pesquisadores da Universidade de Pequim anunciaram o desenvolvimento de um chip ultracompacto capaz de operar em diferentes faixas de frequência — desde micro-ondas até terahertz. O dispositivo atinge taxas de transmissão superiores a 120 Gbps e surge como um dos alicerces tecnológicos das futuras redes 6G, segundo estudo publicado no fim de agosto pela revista Nature.

A novidade combina design optoeletrônico reconfigurável e integração de ponta, superando limitações das soluções tradicionais. A proposta é entregar redes mais ágeis, adaptáveis e funcionais mesmo em cenários complexos, incluindo áreas de difícil cobertura e aplicações críticas.

LEIA: Metade dos brasileiros desistem de estudar por falta de internet

Diferenciais

O diferencial está na junção entre elementos fotônicos e semicondutores. O chip utiliza nióbio de lítio em filme fino para lidar com frequências que vão de 0,5 GHz a 115 GHz com precisão e mínima interferência. Essa configuração permite que um único circuito execute funções que, até então, dependiam de diversos rádios separados, reduzindo fragmentação e melhorando a eficiência.

Apesar do tamanho reduzido, o chip mantém desempenho elevado. O oscilador optoeletrônico integrado garante comunicação estável em faixas altíssimas — até 115 GHz — sem acúmulo de ruído. O resultado é um salto para taxas acima de 120 Gbps, parâmetro considerado essencial para as redes móveis da próxima geração.

Outro ponto central da inovação é sua capacidade de se adaptar automaticamente ao ambiente. O chip monitora a qualidade do canal e migra para outra frequência disponível sempre que identifica interferência ou bloqueio, assegurando estabilidade na conexão.

Para o professor Wang Cheng, da Universidade de Hong Kong, essa flexibilidade representa mais do que velocidade, “abre caminho para redes sem fio governadas por inteligência artificial”.

Já o pesquisador Wang Xingjun, da Universidade de Pequim, avalia que o avanço é a base para uma “rede nativamente orientada por IA”, em que o hardware ajusta parâmetros de forma autônoma conforme as condições do espectro eletromagnético.

Perspectivas industriais

Além de transformar o desempenho das comunicações, a tecnologia pode redesenhar a cadeia produtiva do setor, influenciando desde a fabricação de materiais até o desenvolvimento de antenas e módulos optoeletrônicos.

Os cientistas também já planejam dar um passo além: integrar laser, antena e fotodetector em um módulo compacto, do tamanho de um pendrive, em formato plug and play. A ideia é que a solução possa ser acoplada facilmente a smartphones, drones, estações-base e dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)

Artigos relacionados

TI

Gastos com nuvem voltada à IA devem crescer 96% neste ano

Inferência deve superar treinamento em investimentos globais neste ano, segundo projeção do...

TI

Google testa Gemini para corrigir senhas fracas no Chrome

Recurso foi encontrado em fase de testes no navegador e promete corrigir...

TI

Hackers alegam ataque a quase 50 empresas com exploração de falhas de segurança

Empresas confirmaram ter sido alvo de tentativas de invasão; grupo afirma ter...

TI

EUA criam programa que permite que empresas privadas ataquem sistemas digitais no exterior

Memorando cria regras para selecionar empresas, exige caução de US$ 1 milhão...