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Data centers de IA conseguem operar com menos energia, mostra estudo

Alto consumo de energia e consumos naturais é um dos grandes desafios em torno dos data centers de IA

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Data centers de IA – Um dos grandes debates em torno do avanço da inteligência artificial está relacionado ao alto consumo de recursos ambientais pelos data centers dedicados a essa tecnologia. O uso intensivo de energia e água tem gerado preocupação por seus impactos no meio ambiente e pelas pressões impostas a sistemas elétricos.

Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, as redes já enfrentam forte demanda provocada por esses centros de processamento, que operam com carga excessiva. Esse cenário amplia o temor de que a expansão da IA exija reforços estruturais nas redes de distribuição.

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Um estudo conduzido no Reino Unido, no entanto, sugere que esse modelo pode ser mais flexível do que se imaginava. Em um teste com participação da Nvidia, operadores de um data center em Londres reduziram o consumo de energia em quase um terço aproximadamente um minuto após receberem um sinal da rede elétrica.

O experimento também mostrou que, em tempo real, um data center de IA conseguiu diminuir sua demanda em 10% durante dez horas. Segundo os resultados, as cargas de trabalho podem ser ajustadas rapidamente, para cima ou para baixo, conforme as condições do sistema elétrico.

Isso indica que essas iniciativas não precisariam operar com fornecimento excessivo e permanente. Em vez disso, poderiam acompanhar as necessidades da rede, reduzindo consumo em momentos de sobrecarga ou absorvendo excedentes de energia renovável quando disponíveis.

A introdução desse modelo traria impactos estruturais. Caso as operadoras aceitassem limitar o consumo nos horários de pico, as redes não precisariam ser estendidas para atender continuamente à demanda máxima. Isso poderia reduzir custos e encurtar o tempo necessário para novas conexões.

“Gostaríamos muito de chegar a um ponto em que possamos conectar clientes à rede em dois anos, e isso faz parte desse objetivo”, afirmou o presidente da National Grid Partners, Steve Smith, que participou do teste ao lado da Nvidia e outras.

A discussão ganha relevância em um contexto de expansão global da infraestrutura de tecnologia. No Brasil, diversos data centers já estão em operação ou próximos de iniciar atividades, enquanto outros projetos avançam do papel para a vida real.

Reduzir a carga em determinados momentos surge como alternativa para enfrentar os obstáculos vinculado a energia. Ainda assim, convencer operadoras e empresas a adotarem esse modelo pode não ser fácil, uma vez que afetaria o consumo e a rotina da população e dos demais setores da economia.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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