Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected]
Home Destaque Déficit de profissionais de TI expõe desafios do setor no Brasil
DestaqueTI

Déficit de profissionais de TI expõe desafios do setor no Brasil

Falta de profissionais afeta prazos, qualidade, segurança e a capacidade de crescimento das companhias do setor

9

Profissionais de TI – A escassez de profissionais de tecnologia no Brasil deixou de ser apenas um problema de recrutamento e passou a influenciar diretamente a operação das empresas do setor. Em um mercado no qual o produto depende da qualidade do software, da estabilidade das plataformas e da segurança dos sistemas, a falta de pessoas qualificadas aparece em atrasos de entrega, falhas recorrentes e aumento da exposição a riscos.

Na prática, o impacto vai além das vagas em aberto. Quando equipes são insuficientes ou instáveis, os cronogramas ficam mais longos, o ritmo de inovação cai e a qualidade do que é entregue se deteriora. Projetos que deveriam avançar acabam sendo adiados, enquanto o time passa a lidar com urgências, correções e incidentes, em vez de investir em melhorias estruturais.

LEIA: Seguro-desemprego é reajustado para 2026; veja tabela de valores

O descompasso entre a velocidade da transformação digital e a formação de profissionais tornou a disputa por talentos mais intensa. A situação é agravada pelo trabalho remoto, que ampliou a concorrência internacional por engenheiros, especialistas em dados e profissionais de segurança. Com isso, empresas brasileiras passaram a competir em um mercado global por um número limitado de pessoas, elevando custos e dificultando a reposição de quadros técnicos.

Risco dentro do próprio produto

 Em empresas de tecnologia, pessoas não são apenas um recurso de apoio, mas parte central do próprio produto. A forma como o código é escrito, como os sistemas são monitorados e como a segurança é tratada depende diretamente do conhecimento acumulado nas equipes. Quando há alta rotatividade ou carência de especialistas, esse conhecimento se perde, aumentando a chance de falhas e retrabalho.

O primeiro efeito costuma ser o atraso nas entregas. Roadmaps ficam mais frágeis, prioridades mudam com frequência e decisões técnicas importantes são postergadas. Em seguida vem a queda de qualidade, quando testes, revisões e boas práticas são sacrificados para manter o ritmo mínimo de produção. O terceiro impacto, muitas vezes percebido apenas depois, aparece na segurança: ambientes menos revisados, controles frágeis e maior exposição a incidentes.

Esse cenário afeta especialmente áreas como confiabilidade de sistemas, operações em nuvem, dados e inteligência artificial. Sem equipes suficientes para automatizar processos, manter observabilidade e garantir governança, as empresas passam a operar no limite, reagindo a problemas em vez de preveni-los. Para o cliente, isso se traduz em instabilidade e perda de confiança.

Contratar mais nem sempre resolve

 Diante da escassez, a reação mais comum é ampliar contratações. Porém, isso nem sempre se converte em mais capacidade real. Novos profissionais precisam de tempo para se integrar, aprender o sistema e ganhar produtividade. Em estruturas complexas, o excesso de gente sem simplificação de processos pode até aumentar o custo de coordenação e reduzir a eficiência.

Além disso, a pressão por velocidade leva muitas empresas a recorrerem à terceirização como solução permanente. Embora squads externos ajudem em picos de demanda, a dependência contínua pode tirar da organização o domínio sobre seu próprio produto, além de dificultar o controle de qualidade e segurança.

O resultado é um ciclo caro: salários mais altos, retrabalho, acúmulo de dívida técnica e maior risco de falhas. Incidentes de indisponibilidade ou segurança consomem tempo da liderança, geram custos diretos e podem comprometer a reputação da empresa.

Como o problema aparece nos indicadores

 Para a alta gestão, a escassez de talentos deixa de ser abstrata quando aparece nos números. Indicadores de entrega, como tempo para concluir mudanças, volume de retrabalho e idade do backlog, mostram quando a capacidade real está abaixo da demanda. Já métricas de confiabilidade e segurança, como frequência de incidentes e tempo de resposta, revelam o quanto a organização está operando em modo de emergência.

Também entram nessa equação os dados sobre pessoas: rotatividade em funções críticas, dependência de poucos especialistas e tempo médio para alguém novo se tornar produtivo. Em empresas de tecnologia, esses fatores influenciam diretamente a saúde do produto e não apenas a gestão de recursos humanos.

Estratégias para reduzir a exposição

 Diante de um cenário que não indica alívio rápido, empresas do setor buscam reduzir sua vulnerabilidade com decisões estruturais. Simplificar arquiteturas, padronizar ferramentas e criar plataformas internas ajudam a diminuir a dependência de especialistas raros e facilitam a entrada de novos profissionais.

Outro caminho é investir em formação e requalificação internas voltadas às capacidades que o negócio realmente precisa. Em vez de apenas oferecer cursos, a ideia é desenvolver pessoas em torno de problemas reais do produto, com mentoria, prática e metas claras de evolução.

A retenção também se torna parte do modelo operacional. Ambientes previsíveis, com liderança técnica sólida e menos trabalho improdutivo, tendem a manter profissionais por mais tempo, preservando conhecimento e reduzindo riscos.

Tema de conselho, não só de RH

 Para conselhos e diretorias, a escassez de talentos em TI passou a ser uma questão de continuidade do negócio. A falta de pessoas certas afeta a capacidade de crescer, aumenta a probabilidade de incidentes e gera um custo de oportunidade invisível: produtos que deixam de ser lançados, mercados que não são conquistados e energia desperdiçada em correções.

Nesse contexto, a decisão estratégica não é apenas contratar mais, mas proteger a capacidade de execução. Isso envolve equilibrar arquitetura, processos, pessoas e tecnologia para que equipes menores consigam entregar mais, com menos risco e mais previsibilidade.

No ambiente atual, marcado por competição global e rápida mudança de habilidades, a escassez de talentos funciona como um filtro. Empresas que conseguem organizar melhor seu sistema de trabalho, reduzir desperdícios e criar ambientes onde profissionais querem permanecer tendem a sair na frente, mesmo em um mercado pressionado.

Qualifique-se agora

O Sindplay, streaming de qualificação para profissionais de TI reconhecido como a “Netflix de TI” possui cursos nas áreas de Inteligência Artificial, segurança da informação, desenvolvimento de softwares, desenvolvimento para a internet, administração de sistemas e redes, ciência de dados, inteligência artificial, gestão de projetos de TI, blockchain e tecnologias de moedas digitais, entre outras áreas. Sócios e contribuintes dos sindicatos integrados à Fenati têm bolsa integral de acesso à plataforma. (Saiba mais aqui)

Além disso, na Fenati Academy, trabalhadores e trabalhadoras têm acesso a cursos com certificação CISCO, uma das marcas mais respeitadas do mercado, totalmente gratuitos, em áreas como Segurança cibernética, Redes, IA, Ciência de dados, Inglês para TI, Programação, Tecnologia da informação, Alfabetização digital, Habilidades Profissionais (Soft skills) e Sustentabilidade.

Em breve, outra gigante da TI entrará na academia digital da Fenati, a ORACLE. Com isso, o profissional de TI poderá avançar desde noções básicas até o conhecimento avançado em dezenas de áreas da Tecnologia da Informação com certificações de gigantes do mercado de TI. Você acessa todos esses cursos, de forma gratuita, através da Bee Fenati. Mais do que uma rede social, a Bee Fenati (saiba mais aqui) é um ecossistema digital criado para conectar, capacitar e beneficiar quem trabalha com tecnologia.

(Com informações de ItShow)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Posts relacionados

Varejista abre vagas de trainee e estágio com foco em IA com salários até R$ 8,5 mil

Casas Bahia tem 77 vagas, sendo 27 para trainees e 50 para...

Ministério da Gestão convoca 177 analistas de TI aprovados no CPNU

Matrículas para os cursos preparatórios obrigatórios começam nesta terça-feira (13) e devem...

Sindplay lança curso com foco em prevenção de fraudes digitais

Treinamento ensina a usar o Wayback Machine para identificar lojas falsas e...

Seguro-desemprego é reajustado para 2026; veja tabela de valores

Novos valores levam em conta a variação do Índice Nacional de Preços...