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Empresa francesa cria traje de ciclismo ‘inteligente’ com airbag que não afeta desempenho

Sistema integrado ao uniforme infla em milissegundos e busca reduzir lesões em quedas sem afetar a aerodinâmica dos atletas

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Traje de ciclismo – A fabricante francesa Van Rysel apresentou um novo traje de ciclismo com airbag integrado voltado a atletas do circuito profissional. A proposta é ampliar a segurança durante provas, especialmente em situações de queda, sem prejudicar o desempenho aerodinâmico dos ciclistas.

O sistema funciona de forma automática e é capaz de inflar em cerca de 60 milissegundos, protegendo regiões sensíveis como coluna, pescoço e tórax. A velocidade de resposta é considerada essencial para reduzir os impactos em acidentes, comuns em competições de alta intensidade.

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A tecnologia embarcada no traje combina sensores inerciais e algoritmos que monitoram, em tempo real, os movimentos do ciclista. A partir dessa leitura contínua, o sistema identifica alterações fora do padrão esperado, como perda de estabilidade ou colisões iniciais, acionando o airbag antes da queda completa.

Segundo informações do CyclingNews, o desenvolvimento do dispositivo foi baseado em uma extensa base de dados, com mais de 450 milhões de quilômetros analisados. Esse volume permitiu treinar os modelos para distinguir situações típicas do ciclismo competitivo, como sprints e mudanças bruscas de direção, de eventos que representam risco real de acidente.

A integração do airbag diretamente ao uniforme também busca superar uma barreira histórica do esporte. Equipamentos adicionais costumam ser evitados por atletas profissionais devido ao impacto em fatores como peso, ventilação e aerodinâmica. Ao incorporar o sistema ao traje, a empresa tenta contornar essas limitações, embora a eficácia em condições reais ainda dependa de validação mais ampla.

O avanço da tecnologia ocorre em um contexto de preocupação com a frequência de lesões no ciclismo profissional. Dados apresentados pela empresa indicam que cerca de 20% dos atletas sofrem fraturas a cada temporada, com mais de 1.300 casos registrados nos últimos seis anos no circuito WorldTour.

Atualmente, o traje está em fase final de testes com atletas, passando por validações antes de uma possível liberação para uso em competições oficiais. Apesar do estágio avançado, a adoção em larga escala ainda dependerá dos resultados obtidos em ambiente real de prova.

 

(Com informações de Olhar Digital)

(Foto: Reprodução/Freepik)

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