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EUA mudam estratégia de cibersegurança com foco em IA e ataques preventivos

Documento estabelece doutrina que prevê retaliações proativas fora do ambiente digital contra ameaças à segurança nacional

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Cibersegurança – O governo dos Estados Unidos divulgou, na última sexta-feira (6), a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança, um documento que marca uma mudança significativa na política de defesa do país.

A doutrina declara a intenção de mobilizar “o conjunto completo de operações cibernéticas defensivas e ofensivas do governo dos Estados Unidos” com o objetivo de enfraquecer a capacidade de adversários e “elevar os custos de sua agressão”. A medida é acompanhada por uma ordem executiva complementar que detalha ações coordenadas entre os departamentos de Estado, Justiça e Segurança Interna para intensificar o combate ao cibercrime transnacional.

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A estratégia representa uma ruptura em relação ao que foi praticado anteriormente, tanto no primeiro mandato de Donald Trump quanto na administração Biden. Enquanto o governo Biden focou na regulação para forçar o desenvolvimento de softwares mais seguros, transferindo parte da carga operacional para grandes provedores de tecnologia, a nova diretriz coloca o peso da política sobre medidas ofensivas. O documento, que possui seis páginas, foi publicado pelo Escritório do Diretor Nacional de Cibersegurança, Sean Cairncross, após meses de consultas com o setor privado.

A estrutura do plano é dividida em seis pilares. O primeiro deles foca diretamente no comportamento dos adversários, com o governo prometendo “detectar, confrontar e derrotar adversários cibernéticos antes que eles violem nossas redes e sistemas”, visando estabelecer um “risco real para os adversários que buscam nos prejudicar”.

Os eixos restantes abordam a modernização das redes federais, a proteção de infraestruturas críticas, a expansão da força de trabalho especializada, a regulação do setor e a segurança de tecnologias emergentes, como criptomoedas e blockchain.

Um elemento central que atravessa todo o documento é o papel da Inteligência Artificial. No pilar de modernização, as agências federais são orientadas a adotar “soluções de cibersegurança baseadas em IA” para proteger as redes do Estado. Além disso, no trecho dedicado às tecnologias emergentes, o governo defende a utilização da IA para escalar as defesas do país e proteger os “dados, infraestruturas e modelos que sustentam a liderança americana em IA”.

A retórica do documento reflete uma postura crescentemente assertiva da administração Trump. O texto deixa claro que as respostas de Washington não se limitarão ao domínio digital. “Agiremos com rapidez, deliberação e proatividade para neutralizar ameaças cibernéticas aos Estados Unidos. Não confinaremos nossas respostas ao âmbito ‘cibernético’”.

Essa postura alinha-se a episódios recentes, como a atuação do Comando Cibernético dos Estados Unidos no bloqueio de redes de comunicação do Irã e as indicações presidenciais de utilizar capacidades digitais para interromper o fornecimento de energia em Caracas durante a operação de captura de Nicolás Maduro, em janeiro.

No campo do combate a fraudes, a ordem executiva de Trump determina que o procurador-geral priorize processos judiciais relacionados a cibercrimes e desenvolva mecanismos para devolver às vítimas os fundos confiscados pelo governo.

Adicionalmente, o secretário de Segurança Interna terá a missão de treinar parceiros estaduais e locais para enfrentar golpes digitais. Já o secretário de Estado foi instado a pressionar nações que abrigam organizações criminosas, especialmente aquelas localizadas em centros de operações no Sudeste Asiático, como Laos, Camboja e Mianmar, com possibilidade de imposição de sanções caso o acolhimento desses grupos persista.

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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