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IA aparece em 77% dos ciberataques a empresas brasileiras

Segundo levantamento da Cisco, 40% dos empresários subestimam riscos da IA para estratégia de cibersegurança

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Empresas – Assim como a inteligência artificial se tornou uma ferramenta indispensável para empresas, ela também vem sendo amplamente adotada por criminosos virtuais. De acordo com o Cybersecurity Readiness Index, estudo recente da Cisco, 93% das organizações utilizam IA para identificar ameaças, mas 77% delas foram alvo de ataques envolvendo a tecnologia no último ano.

A pesquisa, que entrevistou 8 mil empresas em 30 países, revelou que mais de 40% dos gestores ainda não dimensionam corretamente os riscos que a IA representa para a segurança digital.

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Alex Vieira, especialista em cibersegurança da PierSec e vice-presidente de segurança digital do Instituto Litoral Paulista de Inovação & Startups (ILIS), destaca que, embora a IA ajude na detecção de ameaças, também potencializa as ações de criminosos.

“A inteligência artificial, ao mesmo tempo que auxilia na identificação e combate a malwares, abre um leque de oportunidades para golpistas, como a automação de phishing, coleta acelerada de dados corporativos, criação de códigos maliciosos, desenvolvimento de ransomwares, deepfakes ultrarrealistas e até a execução automatizada de ciberataques”, explica Vieira.

O especialista ressalta que a automação é o fator mais preocupante. Antes, os criminosos precisavam executar cada etapa do ataque manualmente, mas agora podem delegar parte do processo à IA, ampliando a escala e a velocidade dos golpes.

Como se proteger?

Para Vieira, o primeiro passo é não menosprezar a importância da cibersegurança nas empresas. É fundamental contar com profissionais qualificados para identificar vulnerabilidades e propor soluções.

Além disso, algumas medidas básicas podem ser adotadas:

• Usar apenas softwares originais e atualizados: versões piratas não recebem correções de segurança, deixando sistemas expostos;
• Investir em antivírus pagos: opções gratuitas oferecem proteção limitada e não detectam ameaças sofisticadas;
• Criar senhas robustas: todas as credenciais devem ser complexas, longas e alteradas a cada 40 a 90 dias. Gerenciadores de senhas podem facilitar o processo;
• Criptografar arquivos e realizar backups frequentes: a criptografia protege dados em trânsito, enquanto backups garantem recuperação em caso de ataques;
• Capacitar funcionários: treinamentos ajudam a conscientizar equipes sobre boas práticas de segurança;
• Monitorar tráfego de rede: ferramentas de análise identificam padrões suspeitos e reduzem riscos de invasões.

Adotar essas práticas pode significar a diferença entre um negócio protegido e uma brecha explorável por criminosos cada vez mais tecnológicos.

(Com informações de It Fórum)
(Foto: Reprodução/Freepik/breizhatao)

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