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Incêndio em data center sem backup apaga dados de 750 mil na Coreia do Sul

Estrutura não possuía nenhum tipo de backup externo; com a destruição física dos servidores, todos os dados foram perdidos de forma irreversível

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Data center – Um incêndio de grandes proporções destruiu o data center do Serviço Nacional de Recursos de Informação (NIRS) da Coreia do Sul, em Daejeon, e apagou permanentemente dados do sistema em nuvem do governo, o chamado “G-Drive”.

O desastre resultou na perda completa de informações de cerca de 750 mil funcionários públicos, segundo o Ministério do Interior e Segurança do país. O G-Drive, criado em 2018, era uma plataforma obrigatória para o armazenamento de documentos de trabalho dos servidores públicos, substituindo o uso de computadores pessoais.

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No entanto, a estrutura do sistema — projetada com foco em alta capacidade e baixo desempenho — não possuía nenhum tipo de backup externo. Com a destruição física dos servidores, todos os dados foram perdidos de forma irreversível.

O impacto varia entre os órgãos do governo. O Ministério de Gestão de Pessoal foi o mais afetado, já que exigia o uso exclusivo do G-Drive para todos os documentos administrativos. Técnicos agora tentam recuperar informações a partir de arquivos locais, e-mails e cópias impressas, em um processo que deve levar pelo menos um mês.

Falta de planejamento

A situação gerou forte repercussão no país. O próprio Ministério do Interior informou que 95 outros sistemas também foram atingidos pelo incêndio, mas a maioria contava com backups diários — tanto em equipamentos separados quanto em instalações remotas.

A vulnerabilidade era exclusiva do G-Drive, o que levantou críticas sobre a falta de planejamento e segurança dos protocolos de gestão de dados do governo. Há expectativa de que parte dos documentos mais formais possa ser restaurada por meio de outro sistema, o “Onnara”, assim que ele voltar a funcionar.

Enquanto isso, o caso serve de alerta sobre os riscos de dependência total de um único sistema sem redundância, especialmente em estruturas críticas da administração pública.

(Com informações de CanalTech)
(Foto: Reprodução/Freepik/Vecstock)

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