Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
TI

Inteligência artificial deve tornar ataques cibernéticos mais perigosos

323

Inteligência artificial – A disseminação de ferramentas de inteligência artificial entre grupos criminosos deve ampliar de forma significativa os riscos cibernéticos ao longo de 2026. A avaliação consta em um novo relatório da agência norte-americana de classificação de risco Moody’s, que vê a tecnologia como um fator de aceleração para ataques cada vez mais eficazes contra empresas.

Segundo o documento, já há sinais de plataformas capazes de realizar ofensivas automatizadas em larga escala e de códigos maliciosos que se ajustam em tempo real para escapar de sistemas de detecção. Do outro lado, organizações também recorrem à IA para mapear falhas antes que sejam exploradas. Esse avanço simultâneo tende a intensificar o embate entre ofensiva e defesa, mudando o equilíbrio do setor de cibersegurança.

LEIA: App que pede prova de vida do usuário lidera downloads pagos na China

A Moody’s descreve esse cenário como o início de uma nova fase de ameaças adaptativas. Golpes de phishing, por exemplo, tendem a se tornar mais convincentes, enquanto técnicas como “prompt injections” e “model poisoning” ampliam os pontos de vulnerabilidade. O uso de agentes de IA autônomos também preocupa: comportamentos imprevisíveis e a possibilidade de erros acumulados podem dificultar a identificação e a resposta a incidentes.

No balanço mais recente, a agência observa que o impacto do ransomware recuou em 2025 entre pequenas e médias empresas, mas continua elevado para grandes organizações. Redes mais complexas e maior capacidade financeira tornam esses alvos mais atraentes para criminosos, além de dificultarem a adoção de medidas preventivas.

O relatório também chama atenção para falhas recentes em grandes provedores de nuvem e em empresas de segurança, que provocaram interrupções e expuseram a fragilidade de infraestruturas altamente integradas. Embora esses episódios tenham sido técnicos, e não ataques, eles evidenciam o potencial de danos severos caso vulnerabilidades desse tipo sejam exploradas de forma maliciosa.

Outro fator de risco apontado é o aumento da complexidade jurídica em torno da cibersegurança. A proliferação de regras em diferentes países cria um ambiente de sobreposição de exigências e de maior risco de descumprimento para companhias globais. Iniciativas para harmonizar padrões existem, mas, segundo a Moody’s, avançam em ritmo lento diante da velocidade com que as ameaças evoluem.

(Com informações de It Forum)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Artigos relacionados

TI

Empresas ampliam presença digital e transformam uso de plataformas de conteúdo

Levantamento indica que empresas ampliam estratégias digitais, adotam IA em larga escala...

TI

Erro em testes permite que IA da Meta acesse internet e invada sistema

Companhia investiga o episódio após inteligência artificial explorar uma vulnerabilidade em sistema...

Empresa chinesa anuncia chegada de robôs com IA ao mercado brasileiro

Equipamentos desenvolvidos pela AiMoga Robotics contam com sensores, microfones e recursos de...

TI

Brasil firma nova parceria para fabricação local de semicondutores

Acordo prevê fabricação nacional de produtos de memória, transferência de tecnologia e...