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Mesmo avançadas, IAs ainda não superam humanos em videogames

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Videogames – O avanço da inteligência artificial (IA) nas últimas décadas tem sido frequentemente medido por seu desempenho em jogos. Um marco histórico ocorreu em 1997, quando o supercomputador Deep Blue, da IBM, venceu o então campeão mundial de xadrez Garry Kasparov.

Com o tempo, os sistemas evoluíram e passaram a obter resultados impressionantes não apenas em jogos de tabuleiro, mas também em videogames. Ainda assim, em diversos títulos, as máquinas continuam atrás dos jogadores humanos.

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Limitações da IA

Pesquisa liderada por Julian Togelius, professor de ciência da computação da New York University, aponta que humanos conseguem aprender novos jogos com mais rapidez do que até mesmo as IAs mais avançadas.

Para os autores, essa diferença evidencia aspectos da cognição humana que ainda não foram reproduzidos pelas máquinas.

O estudo destaca que, embora sejam altamente eficientes em tarefas específicas, as IAs enfrentam dificuldades quando lidam com pequenas mudanças no design ou nas regras de um jogo.

Como proposta de teste, os pesquisadores sugerem que um modelo de IA seja capaz de jogar e vencer os 100 jogos mais populares da Steam ou da App Store, sem qualquer treinamento prévio e em um tempo comparável ao de um humano.
Caso esse objetivo seja alcançado, isso indicaria que a IA desenvolveu capacidades como criatividade, planejamento estratégico e abstração, habilidades tipicamente humanas.

Jogos são usados para aperfeiçoar modelos

Os jogos desempenham um papel importante no desenvolvimento de sistemas de IA por apresentarem regras claras e objetivos bem definidos. No entanto, um modelo altamente eficiente em um jogo específico pode ter dificuldades quando precisa lidar com um título totalmente novo.

Essa limitação se torna ainda mais evidente em jogos modernos, especialmente aqueles com estruturas abertas e menos previsíveis. Em títulos como “Red Dead Redemption”, por exemplo, o sucesso não depende apenas de cumprir missões, mas também de interpretar comportamentos e tomar decisões dentro de um contexto mais amplo.

É nesse ponto que os humanos levam vantagem: a capacidade de intuição e adaptação. Em jogos como “Minecraft”, uma IA pode até reconhecer a necessidade de saltar entre blocos, mas nem sempre compreende o conceito mais abstrato por trás dessa ação.

Além disso, muitos jogos são projetados levando em conta habilidades humanas, como bom senso e percepção contextual. A bagagem de experiências individuais dos jogadores se torna, assim, um diferencial importante, permitindo que humanos aprendam e se adaptem a novos jogos com mais rapidez, sem depender de treinamento intensivo.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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