Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected]
Home TI Novo sistema de rastreamento do Pix promete recuperação rápida de valores desviados por golpes
TI

Novo sistema de rastreamento do Pix promete recuperação rápida de valores desviados por golpes

Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0 aprimora rastreamento de transações e poderá identificar toda a rota do dinheiro em fraudes e coerções

148

Pix – A partir deste domingo (23), os bancos e demais instituições financeiras estão autorizados a disponibilizar aos clientes uma versão mais robusta do Mecanismo Especial de Devolução (MED), conhecida como MED 2.0. O recurso, criado para lidar com situações de fraude, golpe ou transferências feitas sob coerção, passa a oferecer um rastreamento mais amplo das transações suspeitas.

Até agora, o MED lançado em outubro só permitia identificar e bloquear valores na primeira conta que recebia o Pix fraudulento. Com a nova etapa, será possível mapear toda a cadeia de movimentação — a chamada “árvore de transações” — alcançando contas subsequentes que receberam parte do dinheiro. Dessa forma, o bloqueio tende a ser mais eficiente, mesmo quando criminosos distribuem rapidamente os valores entre diversos destinatários.

LEIA: Com avanço da IA, cargos de nível inicial pedem novas habilidades

Como contestar um Pix fraudulento

A contestação pode ser feita diretamente no aplicativo da instituição financeira. O usuário deve acessar o “Extrato Pix”, selecionar a transação suspeita e clicar no botão “Contestar este Pix”. A partir daí, basta seguir as instruções exibidas na tela.

O recurso é exclusivo para situações de fraude, golpe ou coerção. Não se aplica a casos de desacordo comercial, arrependimento ou erros de envio — como digitar a chave incorreta — quando envolve terceiros de boa-fé.

Com o MED 2.0, o prazo máximo para que o valor seja devolvido às vítimas será de até 11 dias após a contestação. Segundo o Banco Central, a adoção do sistema é opcional neste primeiro momento, mas se tornará obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

A expansão do mecanismo representa um passo importante no combate a crimes financeiros digitais, que têm se intensificado com o uso massivo do Pix. Ao ampliar o monitoramento e alcance dos bloqueios, a expectativa é dificultar a atuação de quadrilhas que se aproveitam da agilidade das transferências instantâneas para ocultar o dinheiro indevido.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Posts relacionados

Falha no n8n permite invasões com alto nível de controle sobre o servidor

Vulnerabilidade no Python Code Node permite que usuários editem fluxos e rodem...

DeepSeek cresce nos países em desenvolvimento e impulsiona uso de IA

Análise com dados de telemetria mostra que modelos acessíveis e de código...

Lego aposta em pecinha eletrônica para dar vida às construções físicas

Smart Brick estreia com proposta de brincadeira interativa sem telas e começa...

Ameaça digital usa WhatsApp para se espalhar entre contatos; entenda

Nova ofensiva do malware Astaroth explora a confiança entre contatos para se...