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Novo vírus amplia ataques a bancos através do Telegram

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Novo vírus – Um novo tipo de malware voltado ao roubo de informações financeiras tem ganhado espaço no cenário de ciberataques em 2026. De acordo com a CyberProof, houve um aumento de até 10% nas ações desse tipo de ameaça no primeiro trimestre do ano, com foco em credenciais bancárias e carteiras de criptomoedas.

A ferramenta, conhecida como PXA Stealer, faz parte da categoria dos chamados infostealers, programas desenvolvidos para coletar dados sensíveis de forma silenciosa. O avanço desse malware ocorre após a desarticulação de outras ferramentas amplamente utilizadas por criminosos em 2025, abrindo espaço para novas alternativas no ecossistema do cibercrime.

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Como o ataque acontece

A principal porta de entrada é o phishing, por meio de e-mails que simulam comunicações legítimas. As mensagens podem se passar por documentos fiscais, arquivos jurídicos ou até instaladores de programas conhecidos, como o Adobe Photoshop. Ao abrir arquivos compactados enviados nessas mensagens, a infecção é iniciada.

O funcionamento do malware envolve múltiplas camadas para dificultar sua identificação. Após invadir o sistema, ele cria pastas ocultas e disfarça seus arquivos com nomes de processos legítimos do sistema operacional, como o svchost.exe, o que faz com que a atividade maliciosa passe despercebida.

Além disso, o vírus garante sua permanência no computador ao se configurar para reiniciar automaticamente junto com o sistema, mantendo o acesso ativo mesmo após o desligamento da máquina.

O principal alvo do PXA Stealer são dados financeiros. O malware coleta senhas armazenadas em navegadores, acessos a plataformas bancárias e chaves privadas de carteiras de criptomoedas, permitindo que criminosos movimentem valores sem necessidade de autenticação adicional.

As informações roubadas são organizadas e enviadas aos responsáveis pelo ataque por meio de canais no Telegram. O uso desse tipo de plataforma como infraestrutura de comando e controle tem se tornado mais comum entre grupos criminosos, devido à facilidade de uso e à dificuldade de rastreamento.

Como se proteger

Especialistas recomendam cautela ao lidar com e-mails que contenham anexos, especialmente arquivos compactados que sugerem urgência. Também é importante observar atividades incomuns no computador, como conexões suspeitas ou o surgimento de arquivos desconhecidos.

A atenção a esses sinais pode ser decisiva para evitar o roubo de dados e prejuízos financeiros causados por esse tipo de ameaça digital.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/89stocker)

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