Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home TI Pele artificial promete tornar robôs mais seguros ao “sentir” danos e toques
TI

Pele artificial promete tornar robôs mais seguros ao “sentir” danos e toques

Inovação amplia a percepção física das máquinas e melhora a convivência com pessoas

87

Pele artificial – Uma nova geração de robôs humanoides começa a ganhar algo que sempre faltou às máquinas: a percepção do próprio corpo. Pesquisadores das universidades de Xangai e Hong Kong desenvolveram uma pele artificial capaz de transformar toda a superfície de um robô em um sistema sensível a toques, impactos e danos físicos, criando uma espécie de “sistema nervoso” para as máquinas.

Até agora, robôs dependiam principalmente de câmeras e sensores internos para se orientar no ambiente. Com a nova pele, braços, pernas e tronco passam a reagir diretamente ao que acontece em sua superfície. Na prática, isso permite identificar desde um simples toque até colisões e deformações, algo funcionalmente parecido com a forma como humanos percebem dor ou desconforto.

LEIA: EUA impõem tarifa de 25% sobre chips de IA alegando segurança nacional

A tecnologia é feita de materiais flexíveis e sensíveis à pressão, capazes de registrar pequenas variações causadas por impacto, desgaste ou mudanças na forma. Em vez de monitorar apenas motores e articulações, o robô passa a ter consciência física do que está acontecendo com seu próprio “corpo”.

Isso traz ganhos importantes de segurança, especialmente em ambientes onde humanos e robôs dividem o mesmo espaço. Em uma tarefa comum, como carregar um móvel, um impacto inesperado poderia passar despercebido por um robô tradicional. Com a pele sensível, o sistema identifica o problema imediatamente e pode interromper movimentos, ajustar a postura ou acionar protocolos de proteção para evitar quedas e acidentes.

A tecnologia também ajuda na detecção de danos que não são visíveis a olho nu. Pequenas fissuras ou deformações podem comprometer o funcionamento do robô ao permitir a entrada de poeira ou umidade. A nova pele consegue perceber essas alterações antes que elas causem falhas maiores. Além disso, como a estrutura é modular, partes danificadas podem ser substituídas sem a necessidade de trocar toda a cobertura, o que reduz custos e facilita a manutenção.

Embora o foco inicial sejam robôs humanoides, os pesquisadores afirmam que o uso dessa pele artificial pode ir além. Próteses, equipamentos de proteção, dispositivos médicos e até trajes de resgate poderiam se beneficiar de superfícies capazes de detectar pressão, impacto e outras variações físicas em tempo real.

Os cientistas também fazem questão de esclarecer que o conceito de “dor” não é emocional. Trata-se de um mecanismo técnico para aumentar a confiabilidade das máquinas. Ao identificar riscos e danos, o robô pode agir de forma preventiva, tornando-se mais seguro e previsível ao operar perto de pessoas.

À medida que os humanoides saem dos laboratórios e passam a integrar ambientes do dia a dia, tecnologias como essa pele artificial podem ter um papel decisivo. Mais do que tornar os robôs parecidos com humanos, a proposta é torná-los mais conscientes do mundo físico – e, assim, mais preparados para conviver conosco.

(Com informações de Giz Modo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Posts relacionados

Tecnologia promete reduzir filas da endocrinologia no SUS em Campo Grande

Sistema de teleconsultoria assíncrona permitirá que médicos da atenção básica consultem especialistas...

TI

Operação internacional derruba fórum de crimes cibernéticos LeakBase

Plataforma reunia mais de 142 mil usuários e funcionava como ponto de...

TI

Grupo hacker afirma ter desativado sistemas do Domo de Ferro em Israel

Coletivo diz que abriu ‘corredor’ para ataques iranianos ao comprometer sistemas do...

TI

MS integra debate nacional sobre para data centers e segurança digital

Estado tem se destacado nacionalmente em transformação digital, tecnologia e inovação no...