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Rússia quer impor bloqueio definitivo ao WhatsApp

Autoridades argumentam defesa da soberania digital e ampliam exigências sobre a Meta

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WhatsApp – A Rússia sinalizou que pode retirar o WhatsApp de circulação de forma permanente. Nesta sexta-feira (28), a Roskomnadzor — agência federal que regula o setor de comunicações — divulgou um aviso formal indicando que o aplicativo poderá ser bloqueado caso não atenda integralmente às normas estabelecidas pelo governo.

O comunicado aparece em meio ao esforço do Kremlin para substituir plataformas estrangeiras por alternativas nacionais, justificando que o mensageiro seria usado para coordenar ações extremistas e recrutar criminosos. Desde agosto, ligações de voz e vídeo são limitadas, ainda que mensagens de texto permaneçam liberadas.

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Veículos russos já relatam que operadoras foram orientadas a interromper o envio de SMS para verificação de contas. Em resposta, a Meta habilitou o login por senha como forma de contornar os bloqueios aos códigos de autenticação.

Conforme noticiado pelas agências Interfax e TASS, as restrições devem avançar gradualmente até que o aplicativo cumpra as exigências impostas. Desde o início do conflito na Ucrânia, em 2022, Moscou vem ampliando o controle sobre o ambiente online, proibindo plataformas como Facebook, Instagram e X/Twitter, além de limitar o acesso ao YouTube e reduzir conteúdos estrangeiros no TikTok.

Max será adotado como substituto oficial

O aperto regulatório ocorre em paralelo à expansão das alternativas domésticas. A principal é o Max, superaplicativo estatal criado pela VK Co., conglomerado responsável pela maior rede social do país, conhecida como o “Facebook russo”.

Inspirado no modelo chinês do WeChat, o Max integrará serviços públicos, armazenamento de documentos, operações bancárias e mensagens instantâneas. Desde setembro, novos celulares e tablets comercializados na Rússia saem de fábrica com o aplicativo pré-instalado, com a justificativa de facilitar a comunicação entre cidadãos e órgãos governamentais.

Segundo a Reuters, a concentração de informações no superapp pode ampliar o monitoramento estatal, questão rebatida pela imprensa oficial, que afirma que o Max requer menos permissões que suas alternativas ocidentais.

O plano de expansão também atinge outros dispositivos. A partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs vendidas no país deverão incluir o aplicativo Lime HD TV, garantindo acesso rápido aos canais de televisão controlados pelo Estado. As medidas fazem parte do projeto de reduzir a dependência de tecnologias americanas.

(Com informações de Tecno Blog)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)

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