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Rússia retira WhatsApp do ar e aposta em aplicativo próprio

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WhatsApp – Na noite de quarta-feira (11), a Rússia passou a bloquear integralmente o funcionamento do WhatsApp em seu território. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou a medida e afirmou que “a decisão foi de fato tomada e implementada” devido à recusa da Meta em “cumprir a lei russa”.

Durante conversa com jornalistas, Peskov apresentou uma alternativa desenvolvida no país. “O Max é uma alternativa acessível, um mensageiro em desenvolvimento, nacional, e está disponível no mercado para os cidadãos”, disse o porta-voz. Já opositores do governo alegam que o aplicativo funciona como um instrumento de vigilância, acusação negada pelas autoridades russas.

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Do lado da Meta, o WhatsApp classificou o bloqueio como uma “tentativa de forçar as pessoas a usar um aplicativo de vigilância total”. Em comunicado oficial, a empresa afirma que a medida representa um retrocesso.

“Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários da comunicação segura e privada é um retrocesso e só pode resultar em menos segurança para as pessoas na Rússia. Continuamos a fazer tudo o que podemos para manter os usuários conectados”, diz o WhatsApp.

Com a decisão, domínios ligados ao WhatsApp deixaram de aparecer no registro nacional russo. Na prática, o acesso ao aplicativo passa a ser possível apenas por meio de VPNs (redes privadas virtuais), ao menos enquanto o bloqueio permanecer em vigor.

App russo de mensagens

Restrições a serviços e aplicativos estrangeiros têm se tornado recorrentes na Rússia. Antes mesmo do bloqueio total, usuários de algumas regiões já relatavam dificuldades para acessar o WhatsApp sem o uso de VPN. Plataformas como Instagram, Facebook, Telegram e YouTube também enfrentam limitações semelhantes, enquanto o governo intensifica a divulgação do Max.

O Max é descrito como um “super aplicativo”, com a proposta de reunir mensagens, sistemas de pagamento e serviços governamentais em um único ambiente. O lançamento ocorreu em março de 2025.

Desenvolvido pela VK, o aplicativo tem sido alvo de críticas e apontado como uma ferramenta de vigilância estatal, acusações que o Kremlin nega. O governo planeja que o Max venha pré-instalado em dispositivos como smartphones, tablets, computadores e smart TVs vendidos no país.

(Com informações de Tec Mundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/alexkoral)

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