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Setor tecnológico nacional pode sofrer em disputa tarifária com EUA

Disputa pode afetar ampliação da infraestrutura tecnológica, incluindo máquinas, softwares e centros de processamento de dados, os Data Centers

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Setor tecnológico – Uma possível retaliação do governo brasileiro às tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode afetar significativamente o setor de tecnologia nacional. A avaliação é de executivos do segmento, que destacam a forte dependência do Brasil em relação a investimentos externos e produtos importados, em especial os norte-americanos, fruto da ausência de uma política industrial nacional de tecnologia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que pretende buscar uma solução negociada com os Estados Unidos. Caso não haja acordo, o país pode recorrer à Lei de Reciprocidade como forma de resposta à taxação unilateral imposta por Washington.

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Para representantes da área de tecnologia, a reação do Brasil pode gerar efeitos mais profundos no mercado nacional do que a própria decisão americana. “O Brasil não é um grande exportador de equipamentos de tecnologia, mas sim um grande importador”, afirma Alberto Pittigliani Jr, diretor de operação da Quantum13, empresa especializada em sistemas digitais.

“Se o Brasil retaliar com um aumento de tarifas similar , isso vai aumentar muito o custo para as empresas brasileiras”, alerta Pittigliani. Ele também ressalta que setores mais consolidados, como o agronegócio e a indústria, dependem diretamente de soluções tecnológicas para operarem.

A ampliação da infraestrutura tecnológica, incluindo máquinas, softwares e centros de processamento de dados, também seria prejudicada. Quem aponta esse risco é Alessandro Lombardi, CEO da Elea Data Centers.

Lombardi defende que, nas tratativas com os EUA, o Brasil deveria considerar uma redução nas tarifas de importação — proposta que já está contemplada no Plano Nacional de Data Centers, conhecido como Redata, apresentado em maio pelo governo federal. “Sobre equipamento de informática, o Brasil cobra dos Estados Unidos 52,7% de imposto. Então, o Redata já é uma solução pronta”, diz o executivo.

(Com informações de Valor Econômico)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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