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TCU aponta déficit crítico de profissionais de TI nas universidades federais

Relatório identifica avanços na governança digital, mas alerta para falta de servidores, alta rotatividade e riscos à transformação tecnológica

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TCU – O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou avanços na governança e na gestão de tecnologia da informação nas universidades federais, mas fez um alerta sobre a escassez de profissionais da área nas instituições. As conclusões constam no Acórdão 258/26, resultado de acompanhamento realizado em 69 instituições federais de ensino superior e no Ministério da Educação (MEC).

Segundo o levantamento, houve evolução nos indicadores de governança digital. Em 2024, o índice médio de governança de TI das universidades federais chegou a 0,7026, com aumento do número de instituições em faixas mais elevadas de desempenho. Entre as medidas adotadas estão a criação de comitês, definição de metas em planos diretores, capacitação de servidores e produção de normas internas, especialmente na área de segurança da informação.

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Apesar do avanço, o TCU concluiu que persiste um déficit estrutural de pessoal de tecnologia da informação. As universidades relatam dificuldades para atrair e reter profissionais, alta rotatividade e baixa atratividade da carreira, associadas à defasagem salarial em relação ao mercado, à ausência de carreira específica de TI e às limitações para realização de concursos públicos.

“Constatou-se que na quase totalidade das universidades públicas federais o quadro de pessoal de TIC é insuficiente, heterogêneo e pouco valorizado, afetando de forma direta a continuidade dos serviços, a segurança da informação e a capacidade das instituições de avançar em transformação digital”, mencionou o TCU.

A Corte também registrou grande variação no número de servidores dedicados à área entre as instituições, com casos de equipes extremamente reduzidas diante das demandas acadêmicas, administrativas e de pesquisa. Em alguns cenários, a defasagem supera 50%, elevando riscos operacionais e limitando a oferta de serviços digitais.

O relatório ainda aponta que parte significativa da força de trabalho de TI é direcionada a atividades administrativas, como gestão e fiscalização de contratos, o que reduz a capacidade operacional das equipes técnicas. Também foram identificadas lacunas nos Planos Diretores de Tecnologia da Informação, especialmente nos eixos de gestão de pessoas, orçamento e riscos, além de barreiras à interoperabilidade entre sistemas.

Para o TCU, a atuação do MEC na coordenação das áreas de tecnologia das universidades é considerada incipiente, o que dificulta a racionalização de investimentos e o desenvolvimento colaborativo de soluções. Diante do cenário, o tribunal conclui pela necessidade de revisão da política de pessoal de TIC na administração pública.

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(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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