Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
DestaqueTI

Tecnologia que permite operar máquinas de colheita à distância entre em testes em MS

3

Máquinas de colheita – Uma nova tecnologia está permitindo que máquinas utilizadas na colheita florestal sejam comandadas a centenas de quilômetros de distância das áreas de trabalho. Em testes realizados em Mato Grosso do Sul, uma harvester foi operada remotamente a até 350 quilômetros da frente de colheita, enquanto o profissional permanecia em uma torre de controle.

A primeira fase do projeto permitiu colher 12 mil árvores, em uma área equivalente a 12 campos de futebol. Os testes começaram em abril de 2026 e envolveram uma harvester, principal equipamento avaliado, e uma grua de carregamento.

LEIA: Pejotização: Estado deixa de arrecadar R$ 105 bilhões enquanto trabalhadores perdem direitos

A tecnologia é chamada de teleoperação e não significa que as máquinas funcionem de maneira autônoma. O comando continua sendo feito por um operador humano, mas a cabine deixa de ser o local de trabalho. Em vez de permanecer na máquina, o profissional passa a controlar o equipamento a partir de uma estrutura fixa.

Na torre de controle, os comandos são os mesmos encontrados na máquina. Câmeras transmitem em tempo real imagens do campo de visão e informações sobre as condições do equipamento, permitindo que o operador acompanhe a atividade mesmo estando distante da frente de trabalho.

Menos deslocamento até áreas remotas

Uma das principais mudanças proporcionadas pela teleoperação está relacionada à rotina dos trabalhadores. Atualmente, um operador pode gastar cerca de duas horas em deslocamento até a frente de colheita.

Com o comando remoto, a operação pode ser realizada a partir de um ambiente fixo dentro da unidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos diários para áreas afastadas.

A operadora de máquinas florestais Beatriz Carolina Gonçalves, que participou dos primeiros testes, conta que a experiência foi diferente da expectativa inicial.

“Eu pensava que seria como um controle remoto, mas encontrei um ‘cockpit’ com as mesmas condições da máquina, só que em outro ambiente e com muito conforto. Foi um desafio operar a quilômetros de distância usando as câmeras como base, mas também foi uma experiência muito gratificante”, relata.

Para ela, a possibilidade de permanecer mais próxima de casa pode alterar a rotina dos profissionais.

“Essa solução pode melhorar muito o dia a dia dos operadores, porque reduz o tempo gasto no caminho até as fazendas e permite estar mais perto da família. Tenho uma filha pequena e acredito que isso possa fazer diferença na vida de quem trabalha nessa atividade”, afirma.

Comunicação via satélite

Levar o comando para longe da máquina trouxe também um desafio técnico: estabelecer uma comunicação estável entre a torre e equipamentos que trabalham em áreas remotas.

As frentes de colheita mudam de posição conforme o avanço das operações e nem sempre contam com infraestrutura convencional de telecomunicações. Por isso, a comunicação entre os equipamentos e a torre de controle é realizada via satélite.

A estrutura foi preparada para funcionar sem interrupções. Além da conectividade, o sistema conta com mecanismos de segurança capazes de interromper automaticamente o funcionamento da máquina diante de situações anormais.

Caso ocorra uma falha de comunicação ou seja identificada alguma condição fora dos parâmetros previstos, a máquina para automaticamente. Segundo o projeto, o tempo de resposta do sistema é menor que o de um piscar de olhos.

Tecnologia ainda mantém o operador no controle

Apesar da distância, a teleoperação não elimina a participação humana. O profissional continua responsável por controlar a máquina e toma as decisões relacionadas à operação.

Ao todo, sete profissionais foram capacitados para participar da iniciativa: cinco para a colheita, incluindo duas mulheres, e dois para o carregamento logístico. Técnicos e mecânicos dos módulos também receberam treinamento para receber os equipamentos e atuar quando necessário.

O operador de abastecimento de madeira João Victor de Almeida Barbosa participou dos testes e considera a experiência uma oportunidade de associar sua trajetória profissional à inovação.

“Tenho muito orgulho de fazer parte dessa iniciativa. Entrei na empresa em uma área que era nova para mim e, agora, participar de um projeto como esse representa uma oportunidade de aprender e contribuir para uma operação mais segura e eficiente”, afirma.

Mudança no perfil da atividade

Além de alterar o local de trabalho, a teleoperação pode modificar os requisitos e possibilidades associados às funções de operação de máquinas florestais. Com o equipamento controlado remotamente, a atividade deixa de exigir a permanência diária em áreas remotas.

A mudança também é apontada como uma possibilidade de ampliar a inclusão de diferentes perfis de profissionais.

“Trabalhar no campo, muitas vezes em áreas distantes, traz desafios importantes para os profissionais. À medida que avançamos nos testes, percebemos que essa solução abre possibilidade para a inclusão de outros públicos, inclusive pessoas com deficiência. Esse potencial está alinhado ao compromisso da Suzano com a construção de oportunidades mais equitativas em Mato Grosso do Sul”, afirma Rodrigo Zagonel, diretor de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Na avaliação de Eduardo Nicz, diretor-presidente da Komatsu Forest Brasil, a tecnologia também pode ampliar a participação de mulheres, pessoas com deficiência e jovens na atividade.

“A teleoperação remota tem potencial para transformar o setor florestal, trazendo mais eficiência, segurança e qualidade de vida para os operadores. Estamos muito satisfeitos em desenvolver essa iniciativa ao lado da S4E e da Suzano, acreditando que essa tecnologia será um divisor de águas para o mercado, ampliando oportunidades de inclusão para mulheres, pessoas com deficiência e jovens. Além de ser um projeto global, ter o Brasil como ponto de partida reforça nosso compromisso com a inovação e com a construção de um futuro mais sustentável e promissor para o setor”, afirma.

Uma tecnologia em fase de expansão

Os testes em Mato Grosso do Sul foram desenvolvidos em parceria entre Komatsu e S4E Tech. A procura por tecnologias que pudessem ser adaptadas às operações florestais começou em 2024. Em 2025, a S4E Tech realizou a primeira visita técnica ao estado para identificar os desafios da atividade.

A partir daí, a solução passou a ser desenvolvida em conjunto com a Komatsu. Em abril de 2026, duas máquinas começaram a ser operadas remotamente.

A primeira etapa teve como objetivo validar o conceito de teleoperação na colheita, analisar as condições de segurança e identificar possíveis restrições relacionadas ao raio de operação. Os testes também apontaram oportunidades de melhoria.

Agora, o projeto avança para uma fase piloto, que deverá incorporar os ajustes identificados e realizar um escalonamento gradual. A nova etapa deve começar nos próximos meses.

Fora do Brasil, iniciativas de colheita florestal teleoperada ainda estão em etapas de pesquisa, protótipo ou demonstração em países como Suécia, Finlândia, Nova Zelândia, Canadá e Japão. Equipes da Komatsu do Japão e da Suécia visitaram recentemente a operação instalada em Mato Grosso do Sul.

Potencial em uma atividade de grande escala

A dimensão da colheita florestal no estado ajuda a mostrar o potencial de aplicação da tecnologia. Mais de mil operadores trabalham na colheita e no carregamento de madeira em Mato Grosso do Sul.

São aproximadamente 19 milhões de metros cúbicos de madeira colhidos por ano, em uma área de cerca de 100 mil hectares.

Por enquanto, a teleoperação está presente em duas máquinas. O impacto sobre o deslocamento diário dos trabalhadores dependerá, nos próximos anos, do ritmo de adoção da tecnologia.

Parceira no desenvolvimento da solução, a S4E Tech é uma empresa brasileira fundada há cinco anos, com sede em Belo Horizonte (MG), especializada em tecnologias para equipamentos móveis. Além do setor florestal, suas soluções são utilizadas em mineração, siderurgia, portos e construção.

A experiência em Mato Grosso do Sul representa, assim, uma etapa de testes de uma tecnologia que procura levar uma atividade tradicionalmente realizada dentro da floresta para um ambiente de controle remoto, mantendo o operador no comando, mas separando fisicamente o profissional da máquina.

Acumule cashback e transfira o dinheiro direto para sua conta!

A Bee Fenati (saiba mais aqui) segue em expansão para garantir aos seus usuários cada vez mais benefícios. Agora a plataforma conta com a Benefícios Rede Bee, que reúne descontos em dezenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback, ou seja, o retorno de um valor da sua compra que poderá ser transferido para sua conta! (Saiba mais aqui)

Baixe o aplicativo nas lojas App Store (iOS) e Play Store (Android) e aproveite agora!

A rede oferece em um único ambiente ofertas em áreas como educação, compras, viagens, lazer, serviços, tecnologia e muito mais. Dentre as marcas parceiras estão Magalu, Renner, Drogasil, C&A, Casas Bahia, Petz, e outras dezenas de opções que oferecem tudo que você precisa na sua rotina!

Além de poderem aproveitar os descontos oferecidos pelas marcas parceiras, os sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati (Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação) podem receber de volta um percentual a cada compra que realizarem em parceiros que oferecem o cashback.

Este valor fica em uma carteira digital dentro da plataforma e, a partir de R$ 20 reais acumulados em cashback, o trabalhador pode enviar o dinheiro direto para sua conta bancária! Na prática, a ferramenta permite que sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati ZEREM o valor da sua contribuição assistencial e/ou associativa!

Atualmente, o valor da contribuição é de R$ 32,50 por mês para sócios e R$ 35 por mês para contribuintes, ou seja, é possível recuperar todo esse valor e ainda acumular muito mais – tudo isso contribuindo para fortalecer a categoria e transformando as compras do dia a dia em ganho real.

Qualifique-se agora com a Fenati Academy!

Dentro da Bee Fenati, o usuário encontra ainda a Fenati Academy, que oferece mais de 8 mil opções de qualificação e atualização profissional com bolsa integral para sócios e contribuintes de sindicatos filiados à Fenati. (Saiba mais)

Na plataforma, o profissional pode acessar o Sindplay, streaming de qualificação para profissionais de TI reconhecido como a “Netflix de TI”, que possui cursos em áreas como cibersegurança, Inteligência Artificial, desenvolvimento de softwares, desenvolvimento para a internet, administração de sistemas e redes, ciência de dados, gestão de projetos de TI, blockchain e tecnologias de moedas digitais, entre outras. (Saiba mais)

A ferramenta oferece também cursos em parceria com a Cisco Networking Academy, com CERTIFICAÇÕES GRATUITAS em áreas como segurança cibernética, Redes, IA, Ciência de dados, Inglês para TI, Programação, Tecnologia da informação, Alfabetização digital, Habilidades Profissionais (Soft skills) e Sustentabilidade. (Saiba mais)

Outra parceria da Fenati Academy é a Oracle University, uma das maiores referências globais em tecnologia. Os usuários já podem acessar cursos, trilhas de aprendizado e obter certificações Oracle gratuitamente ou com descontos exclusivos. Os conteúdos passam por áreas estratégicas como bancos de dados, computação em nuvem, inteligência artificial, desenvolvimento, automação e soluções corporativas. (Saiba mais)

Encontre o emprego dos seus sonhos com a Bee Hunter!

Sócios e contribuintes contam ainda com uma ferramenta para se aproximarem das melhores oportunidades do mercado de trabalho: a Bee Hunter, uma plataforma inteligente da Bee Fenati que utiliza tecnologia e inteligência artificial para tornar a busca por vagas mais eficiente, estratégica e conectada ao perfil de cada usuário. (Saiba mais aqui)

A partir do cadastro do currículo, a plataforma utiliza inteligência artificial para analisar informações como experiências, competências e objetivos profissionais, cruzando esses dados com vagas disponíveis em empresas parceiras como Vagas.com, Sinergy e Trampos e identificando as posições que mais combinam com o perfil do usuário.

A Bee Hunter vai além e auxilia o profissional a estar preparado para a vaga dos sonhos! Isso porque nossa inteligência analisa o perfil e sugere cursos da Fenati Academy que vão ajudá-lo a ampliar sua qualificação e elevar a aderência às vagas desejadas. Acesse agora clicando aqui e encontre seu emprego dos sonhos!

(Com informações de Hoje Mais)
(Foto: Reprodução/Magnific/SULAIMAN 1/Imagem gerada por IA)

Artigos relacionados

Pejotização: Estado deixa de arrecadar R$ 105 bilhões enquanto trabalhadores perdem direitos

Migração da CLT para o MEI atingiu 5 milhões de trabalhadores e...

Mais de 80% das escolas brasileiras já proíbem uso de celulares

Dados da OCDE mostram avanço das restrições e apontam relação entre uso...

Grupo invade sites ‘gov.br’ para aplicar golpes com plataformas falsas de apostas

Invasores exploram a reputação de páginas públicas para melhorar posição de links...

Avanço da IA pode trazer risco existencial e exige governança urgente, alerta ONU

Alto Comissário da ONU defende regras comuns, fiscalização independente e maior cooperação...