Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
DestaqueTI

Um em cada dois profissionais cria automações e aplicativos sem supervisão formal da TI

1

Automações e aplicativos – Metade dos profissionais de empresas brasileiras já desenvolveu automações, aplicativos, painéis ou integrações sem passar por projetos oficiais de tecnologia da informação (TI). O resultado faz parte do Panorama Vibe Coding Brasil, levantamento realizado pela Skyone em parceria com o Grupo TNS e divulgado em outubro de 2026.

A pesquisa ouviu 1.971 profissionais e identificou que 43% criaram esse tipo de solução nos seis meses anteriores ao levantamento. Outros 7% afirmaram que a prática já ocorria antes desse intervalo. O estudo classifica o movimento como uma nova etapa do shadow IT, chamada de “Shadow IT 2.0”. Enquanto o conceito tradicional envolve o uso de softwares contratados sem o conhecimento da equipe de tecnologia, a nova modalidade abrange ferramentas desenvolvidas pelos próprios funcionários com o auxílio da inteligência artificial (IA).

LEIA: Quase metade das empresas latino-americanas sofreu ataques a sistemas operacionais

Criação fora do radar da TI

Entre os profissionais que já desenvolveram alguma solução, 85,2% fizeram isso sem participação oficial da área de tecnologia. Em 51,1% dos casos, a criação foi realizada individualmente. Outros 34,1% desenvolveram as ferramentas junto com suas próprias equipes, também sem envolvimento da TI. Apenas 14,8% contaram com algum tipo de apoio pontual do setor.

As soluções produzidas fora dos procedimentos corporativos abrangem diferentes aplicações. Entre os participantes que já criaram ferramentas, 52% desenvolveram automações de processos, incluindo planilhas e atividades repetitivas. Aplicativos e sistemas internos, como painéis e instrumentos de controle, foram mencionados por 47,6%. Já 33% criaram agentes ou assistentes de IA, enquanto 18,7% desenvolveram integrações entre sistemas e plataformas. Os chatbots e serviços de atendimento automatizado foram citados por 14,4%. A pesquisa permitia assinalar mais de uma alternativa.

A criação dessas ferramentas também ocorre entre profissionais que não atuam diretamente com tecnologia. De acordo com os dados por categoria de cargo, 62,7% dos executivos de nível C (C-levels) da área tecnológica já desenvolveram soluções fora dos projetos formais de TI. O percentual é de 57% entre analistas e especialistas, 55,1% entre gerentes e coordenadores, 51,8% entre desenvolvedores e engenheiros de software e 50,5% entre executivos de nível C ligados a negócios ou operações.

O porte das empresas também aparece associado à frequência da prática. Nas organizações com mais de mil funcionários, 58,9% dos entrevistados afirmaram já ter criado alguma solução por iniciativa própria. Entre os profissionais de empresas com até 50 funcionários, a proporção cai para 40%. Embora registre a diferença, o levantamento não identifica os motivos para esse resultado.

Governança corporativa em atraso

O avanço das ferramentas desenvolvidas pelos próprios funcionários ocorre em um cenário no qual as regras para o uso de IA ainda não estão bem estabelecidas em muitas organizações. Para 42,9% dos entrevistados, suas empresas não possuem orientações sobre quais dados corporativos podem ser inseridos em ferramentas de inteligência artificial.

Apenas 26,3% trabalham em organizações com normas claras e formalizadas sobre o assunto. Outros 18,6% afirmam que as diretrizes existem, mas não são comunicadas adequadamente. Já 12,2% não souberam informar se há regras desse tipo.

A maneira como a inteligência artificial é incorporada ao cotidiano das empresas também varia. Para 26,8% dos participantes, cada funcionário utiliza as ferramentas por iniciativa própria, sem orientações oficiais. Outros 24,2% dizem que o uso é permitido, mas cada departamento escolhe suas próprias soluções, sem uma padronização corporativa.

Além disso, 18,8% trabalham em empresas que estimulam a adoção da IA, mas ainda não definiram regras específicas. Apenas 25,1% afirmam que suas organizações incentivam formalmente o uso dessas ferramentas e, ao mesmo tempo, estabelecem diretrizes claras.

O levantamento divide os padrões de adoção em três perfis. O mais frequente é o de “criação com orientação fragmentada”, que representa 42,7% dos participantes.

Nesse grupo, 59,2% já desenvolveram alguma solução por conta própria. A ausência de regras para o uso de dados corporativos foi apontada por 60,9%, enquanto 33,1% disseram que as normas existem, mas são mal comunicadas. O estudo também constatou que 86,4% das soluções criadas nesse perfil não tiveram participação formal da TI.

“O risco não está em as pessoas experimentarem. Está em a empresa não saber o que já foi criado, quem usa, quais dados circulam ali e quem responde pela solução se algo der errado. O Shadow IT 2.0 exige uma mudança de postura; menos reação tardia e mais visibilidade, critérios e acompanhamento desde o início”, diz Felipe Wasserman, diretor de Marketing e Growth da Skyone.

Barreiras e recomendações

A falta de conhecimento técnico é o principal entrave para os profissionais interessados em desenvolver suas próprias soluções, mencionada por 52,6% dos entrevistados. Questões relacionadas à segurança e à governança foram apontadas por 17,8%. Outros 17,1% disseram não enfrentar impedimentos e afirmaram que já criam ferramentas quando identificam essa necessidade.

Os dados também revelam diferenças nas preocupações conforme a forma de desenvolvimento. Entre os profissionais que criaram soluções com suas equipes, sem envolvimento oficial da TI, 15,6% citaram a segurança ou a governança como preocupação. A proporção chega a 23,1% entre aqueles que desenvolveram ferramentas individualmente e a 27,4% entre os que receberam apoio pontual da área de tecnologia.

O levantamento ressalta, porém, que essas comparações são descritivas e não permitem concluir que exista uma relação de causa e efeito entre a participação da TI e o nível de preocupação com segurança ou governança.

Na avaliação da Skyone, os resultados indicam que a discussão sobre vibe coding e Shadow IT 2.0 precisa ir além da escolha entre permitir ou proibir a criação autônoma de ferramentas. Como alternativa, a empresa propõe um framework dividido em seis etapas: identificar as soluções que já estão sendo desenvolvidas; estabelecer limites para o uso de dados e os requisitos de segurança; capacitar os profissionais; disponibilizar ambientes controlados para testes, como sandboxes; fortalecer a colaboração entre as áreas de negócios e tecnologia; e definir critérios para determinar quando um protótipo deve passar a ser tratado como uma solução corporativa.

“A questão deixou de ser se as pessoas vão usar IA para construir, pois elas já estão construindo. A oportunidade para as empresas é transformar essa energia de experimentação em inovação sustentável; criar ambientes nos quais as pessoas possam testar e desenvolver soluções, mas com limites claros para dados, segurança e governança. Nesse cenário, o papel da TI também evolui; de uma área que apenas recebe demandas para uma camada que ajuda o negócio a transformar experimentos em soluções seguras e escaláveis”, afirma Wasserman.

O Panorama Vibe Coding Brasil foi realizado pelo Grupo TNS a pedido da Skyone, entre 10 e 25 de setembro de 2026. A coleta ocorreu de forma online e anônima, com 1.971 respostas completas e outras 1.539 parciais.

CONHEÇA A BEE FENATI

A Bee Fenati é uma rede social pensada para a categoria TI. Lá, o profissional de tecnologia troca experiências com colegas de profissão, se mantém atualizado sobre as novas tendências do setor de tecnologia, turbina o seu currículo com cursos e certificações, encontra vagas disponíveis no mercado e ainda ganha descontos e cashback em centenas de grandes marcas parceiras. (Saiba mais)

Recupere o valor da sua contribuição

Na Benefícios Rede Bee, o profissional de TI acessa descontos em centenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback. A partir de R$ 20 acumulados em sua carteira digital, você pode transferir o dinheiro direto para sua conta bancária. (Saiba mais)

Capacitação profissional

Na Fenati Academy, você acessa milhares de cursos e diversas certificações internacionais gratuitas – ou com descontos exclusivos – de parceria de renome no mercado, como a Cisco e a Oracle. Você também ganha bolsa integral de acesso ao Sindplay, streaming de capacitação em TI apelidado pela mídia especializada como a “Netflix de TI”. (Saiba mais)

Encontre a vaga ideal

A Bee Hunter é uma plataforma inteligente que utiliza tecnologia e IA para tornar a busca por vagas mais eficiente, estratégica e conectada ao perfil de cada usuário. A ferramenta cruza currículos com vagas disponíveis e indica a melhor oportunidade em emprego para você. Ela ainda sugere cursos disponíveis na Fenati Academy para te ajudar a ficar mais perto do emprego que você está buscando. (Saiba mais)

Baixe o aplicativo da Bee Fenati agora na APP STORE (IOS) OU PLAY STORE (ANDROID) e aproveite!

(Com informações de IT Forum)
(Foto: Reprodução/Magnific/DC Studio)

Artigos relacionados

IA reduz custos de golpes digitais e acelera expansão do cibercrime

Ferramentas de exploração custam a partir de US$ 1, enquanto criminosos reorganizam...

Quase metade das empresas latino-americanas sofreu ataques a sistemas operacionais

Pesquisa aponta que 55% das empresas da América Latina atingidas tiveram suas...

Novas regras zeram imposto de importação para equipamentos de IA e processamento de dados

Mudanças atualizam listas de máquinas e equipamentos com redução do Imposto de...

Compra de supercomputador tem entrega de propostas adiada

Alterações incluem maior pontuação para equipamentos produzidos no Brasil, inclusão de IA...