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Da empolgação ao cansaço: usuários dão sinais de incômodo com a IA

Movimento contra recursos automáticos, buscas sem IA e ferramentas “anti-IA” indicam desgaste com a tecnologia

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IA – Não é impressão: o excesso de inteligência artificial no dia a dia tem incomodado cada vez mais pessoas. A tecnologia, que prometia facilitar tarefas e otimizar rotinas, passou a ocupar espaços onde muitos usuários sequer pediram sua presença. Esse desconforto crescente já ganhou um nome: fadiga de IA.

Grande parte desse cansaço está associada à inteligência artificial generativa — aquela capaz de criar textos, imagens e vídeos a partir de comandos e bases de dados. Ferramentas como ChatGPT e Gemini popularizaram o conceito, mas a facilidade técnica fez com que esse tipo de recurso se espalhasse rapidamente por editores de texto, aplicativos de mensagens, redes sociais, ambientes de programação e diversos outros serviços.

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Além da onipresença, outro fator contribui para o desgaste: a explosão de conteúdos criados com auxílio de IA e qualidade duvidosa, fenômeno conhecido como AI slop. São textos pensados para causar impacto rápido, memes feitos para viralizar e até vídeos falsos usados para constranger figuras públicas. Soma-se a isso a multiplicação de agentes de IA que prometem executar tarefas automaticamente, mas nem sempre entregam resultados úteis ou confiáveis.

Esse cenário tem provocado uma sensação de excesso de informação e perda de controle. Alguns episódios recentes ajudam a ilustrar como esse incômodo vem se manifestando.

Protestos contra a “IA em excesso”

Um dos casos mais emblemáticos envolveu a Microsoft. Após uma publicação do CEO Satya Nadella defendendo o conteúdo produzido por IA, usuários reagiram com o termo “Microslop”, em crítica à quantidade de recursos baseados em inteligência artificial incorporados aos produtos da empresa, especialmente no Windows 11. A insatisfação tem relação direta com funcionalidades vistas como pouco relevantes, como o uso de IA para criar livros de colorir no Paint.

Desinteresse por computadores com foco em IA

Apesar do esforço da indústria em promover os chamados “PCs com IA”, a adesão do público segue limitada. No início de 2026, a própria Dell reconheceu que a tecnologia ainda não cumpre o que promete nesses dispositivos. Segundo a empresa, a expectativa de que a IA impulsionaria a demanda por novos computadores não se concretizou, o que se tornou um desafio para o setor.

Busca por um cotidiano mais analógico

A reação ao excesso de tecnologia também aparece na defesa de um estilo de vida mais simples e desconectado. Cresce o número de pessoas que optam por atividades sem mediação digital, como exercícios físicos sem dispositivos vestíveis, leitura de livros impressos, hobbies manuais e até o uso de câmeras analógicas para fotografia.

Rejeição à IA nas buscas online

A preferência por experiências mais tradicionais também se reflete na forma como as pessoas pesquisam na internet. Em uma enquete promovida pela DuckDuckGo, a maioria esmagadora dos participantes afirmou preferir buscas sem o auxílio de inteligência artificial generativa, sinalizando resistência a modelos que priorizam respostas automáticas em vez de links convencionais.

Avanço de ferramentas “anti-IA”

Com o aumento da fadiga, surgem serviços que prometem reduzir ou eliminar a presença da IA no uso cotidiano. Há desde versões de buscadores sem integração com inteligência artificial até scripts e extensões que removem assistentes automáticos de navegadores, sistemas operacionais e plataformas do Google. A proposta é devolver ao usuário uma experiência mais simples e previsível.

E agora?

Ainda é cedo para afirmar se esses movimentos indicam o estouro de uma bolha ou apenas um ajuste de expectativas. O que já se percebe, no entanto, é que a fadiga de IA vai além de um incômodo pontual. Há sinais de que profissionais se sentem pressionados a dominar constantemente novas ferramentas, enquanto outras pessoas relatam estresse e até sintomas de desânimo diante do volume de informações geradas por sistemas automatizados.
A discussão, portanto, não parece ser sobre rejeitar a tecnologia, mas sobre encontrar limites para que ela volte a servir às pessoas – e não o contrário.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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