Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected]
Home Destaque Violação de direitos de menores e mulheres leva a pedido de suspensão do Grok
DestaqueNotícias

Violação de direitos de menores e mulheres leva a pedido de suspensão do Grok

IA vem sendo usada para gerar deepfakes sexualizados e cobra providências com base em legislações de proteção de dados e da infância

8

Suspensão do Grok – O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) protocolou nesta segunda-feira (12) um pedido ao governo federal para que seja determinada a suspensão do Grok, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo empresário Elon Musk.

Segundo a entidade, o sistema tem sido empregado por usuários da rede social X para criar imagens sexualizadas falsas de mulheres e crianças, sem autorização das vítimas.

LEIA: Google suspende resumos de IA em buscas de saúde após respostas enganosas

“A medida é motivada por evidências robustas de graves e reiteradas violações de direitos fundamentais, especialmente de crianças, adolescentes e mulheres, associadas ao funcionamento da ferramenta”, disse o Idec.

Na semana passada, o g1 noticiou o relato de uma brasileira que teve uma foto em que aparecia de biquíni adulterada digitalmente. “Sentimento horrível”, disse a vítima após ser informada pela reportagem sobre a existência da imagem.

Esse tipo de prática, conhecida como deepfake — técnica que utiliza inteligência artificial para alterar imagens reais — já era conhecida, mas ganhou força no X no mês passado, tornando-se uma espécie de “trend” no Brasil e em outros países.

Instituto cita violações ao ECA e outras leis

O Idec informou que enviou um ofício ao Comitê Intersetorial para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital.

O grupo é composto por representantes do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

De acordo com o instituto, o Grok vem sendo usado para disseminar “imagens sexualizadas não consentidas”, “inclusive de menores de idade”, “sem a adoção de salvaguardas mínimas de segurança, consentimento ou prevenção de abusos.”

Na avaliação do Idec, “trata-se de um defeito grave na prestação do serviço, nos termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma vez que a plataforma não oferece o nível de segurança legitimamente esperado pelos usuários e pelas pessoas atingidas pelos danos.”

Além do CDC, a entidade afirma que há indícios de descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), do Marco Civil da Internet, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do recém-aprovado ECA Digital.

O documento também destaca que a atuação do Grok já provocou respostas de autoridades internacionais, incluindo investigações e ordens de remoção de conteúdo por órgãos da União Europeia, do Reino Unido, da França e da Índia.

“O episódio evidencia que inovação tecnológica sem responsabilidade produz danos reais. Quando uma tecnologia não consegue garantir salvaguardas mínimas, sua interrupção temporária é uma exigência jurídica e ética”, conclui o Idec.

(Com informações de G1)
(Foto: Reproduçãoo/Freepik/EyeEm)

Posts relacionados

Meta bloqueia meio milhão de contas de menores de 16 anos na Austrália

Nova lei proíbe o uso de redes sociais por adolescentes de 16...

Alunos brasileiros participam da construção de satélite lançado na Índia

Missão espacial envolve alunos de escolas públicas e privadas e dará origem...

Google suspende resumos de IA em buscas de saúde após respostas enganosas

Investigação do jornal britânico identificou respostas incorretas em temas de saúde, levando...

Calendário de pagamentos do INSS para 2026 já está disponível; consulte

Depósitos seguem ordem do número final do cartão e calendário escalonado ao...