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WhatsApp passará a tarifar mensagens de chatbots de IA

Cobrança atinge desenvolvedores em países onde reguladores obrigam a Meta a permitir bots de terceiros, como Brasil e Europa

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Chatbots de IA – A Meta anunciou que passará a cobrar desenvolvedores pelo uso de chatbots de inteligência artificial no WhatsApp em mercados onde autoridades regulatórias impediram o bloqueio dessas ferramentas. A decisão inaugura uma nova etapa do embate entre a empresa e órgãos de defesa da concorrência em diferentes países.

No Brasil, o debate ganhou força após a Justiça suspender uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que barrava a implementação das novas regras do WhatsApp para bots de IA. Com a derrubada da liminar, a Meta voltou a ter respaldo jurídico para restringir ou impor condições à atuação de ferramentas de terceiros dentro do aplicativo.

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Segundo a Meta, a tarifação será aplicada em regiões onde reguladores exigem que a empresa permita a integração de chatbots de terceiros ao WhatsApp. O primeiro mercado impactado será a Itália, após o órgão de concorrência do país determinar, em dezembro, a suspensão do bloqueio desses bots.

A cobrança começa em 16 de fevereiro e incidirá sobre respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido. O valor informado é de aproximadamente R$ 0,35 por mensagem, o que pode gerar custos significativos para desenvolvedores cujos sistemas realizam milhares de interações diárias com usuários.

Atualmente, o WhatsApp já cobra empresas pelo uso de sua API em mensagens padronizadas, como ações de marketing, autenticação e notificações de pagamento ou entrega. A mudança amplia esse modelo tarifário para incluir respostas produzidas por inteligência artificial.

“Nos casos em que somos legalmente obrigados a fornecer chatbots de IA por meio da API do WhatsApp Business, estamos introduzindo preços para as empresas que optam por usar nossa plataforma para fornecer esses serviços”, afirmou um porta-voz da Meta ao TechCrunch. A empresa admite que a medida pode servir de referência para outros países, caso seja obrigada a recuar diante de novas investigações regulatórias.

Pressão regulatória no Brasil e na Europa

Em outubro, a Meta informou que bloquearia todos os chatbots de IA de terceiros no WhatsApp. De acordo com a companhia, seus sistemas não foram desenvolvidos para lidar com respostas automatizadas em larga escala e vinham sendo sobrecarregados.

“O surgimento de chatbots com IA em nossa API Business sobrecarregou nossos sistemas para um nível que eles não foram projetados para suportar. Essa lógica pressupõe que o WhatsApp seja, de alguma forma, uma loja de aplicativos de fato. O caminho para o mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com o setor; não a plataforma WhatsApp Business”, declarou a empresa.

A partir desse anúncio, autoridades regulatórias da União Europeia, da Itália e do Brasil iniciaram investigações sobre possíveis práticas anticompetitivas.

No Brasil, a Superintendência-Geral do Cade havia suspendido preventivamente as novas regras do WhatsApp, mas a decisão foi revertida pela 20ª Vara Federal do Distrito Federal. Com isso, a Meta passou a orientar desenvolvedores a não disponibilizarem bots de IA no WhatsApp para usuários brasileiros. Empresas como OpenAI, Perplexity e Microsoft já haviam informado que seus bots deixariam de operar na plataforma após 15 de janeiro, redirecionando os usuários para sites e aplicativos próprios.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Freepik/thanyakij-12)

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