Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Destaque 74% das mulheres relatam sobrecarga e acúmulo de funções no trabalho
DestaqueNotícias

74% das mulheres relatam sobrecarga e acúmulo de funções no trabalho

Pesquisa aponta que avanço profissional feminino ainda está associado a desgaste, tripla jornada e impactos na saúde mental

9

Sobrecarga – O estudo “Oldiversity” aponta que 74% das mulheres lidam com acúmulo de funções no trabalho, evidenciando que o progresso profissional feminino frequentemente está associado a uma maior carga de responsabilidades. A chamada tripla jornada segue como um obstáculo persistente, com impactos diretos na saúde mental e aumento dos casos de burnout.

Dados do SUS indicam que 70% dos atendimentos relacionados à síndrome são destinados a mulheres. Diante desse cenário, especialistas defendem mudanças culturais e maior comprometimento institucional para promover ambientes mais equilibrados e sustentáveis.

LEIA: Com amplo apoio popular, fim da escala 6×1 pode trazer ganhos sociais e econômicos

Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional das Mulheres reforça a importância de discutir conquistas, mas também os desafios que ainda marcam o cotidiano profissional feminino. Apesar da ampliação da presença das mulheres em diferentes cargos e níveis hierárquicos, as desigualdades estruturais permanecem.

Segundo a pesquisa “Oldiversity”, da Croma Consultoria, 74% das entrevistadas relatam que, conforme avançam na carreira, enfrentam também aumento nas demandas e responsabilidades. O dado indica que a ascensão profissional, muitas vezes, não vem acompanhada de maior equilíbrio, mas sim de intensificação da sobrecarga.

O reflexo desse desequilíbrio aparece diretamente na saúde e na qualidade de vida. A combinação entre carreira, afazeres domésticos e cuidados familiares – conhecida como tripla jornada – ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, elevando o risco de esgotamento físico e emocional. Informações do Ministério da Saúde mostram que mais de 70% dos atendimentos por burnout no Sistema Único de Saúde (SUS) são realizados em mulheres.

Para Mila Rabelo, diretora de compliance de uma techfin de meios de pagamentos, o caminho para enfrentar esse cenário passa por transformações na cultura corporativa. “É fundamental criar um ambiente que permita às mulheres estabelecerem limites, pedirem apoio e equilibrarem responsabilidades profissionais e pessoais. Isso envolve repensar a distribuição de tarefas, adotar flexibilidade real nos horários e preparar lideranças para identificar sinais de sobrecarga”, diz.

Mais do que um tema individual, a questão revela um desafio estrutural que exige mudanças profundas na cultura organizacional e maior engajamento das instituições. Investir na saúde mental das mulheres é, além de uma responsabilidade social, uma estratégia fundamental para construir ambientes de trabalho mais justos, produtivos e sustentáveis, capazes de reconhecer plenamente a contribuição feminina.

“Crescer na carreira não deveria significar aceitar a sobrecarga como parte do processo. Quando o mercado passa a olhar com mais atenção para a saúde mental das mulheres, abre-se espaço para modelos de trabalho mais conscientes e equilibrados. Esse movimento ainda está em construção, mas é um passo importante para que o avanço feminino nas empresas venha acompanhado de condições reais de permanência, desenvolvimento e bem-estar”, finaliza Rabelo.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik/cookie_studio)

Posts relacionados

Cientistas criam IA ‘minúscula’ inspirada no cérebro de macacos

Modelo se inspirou na forma como cérebro dos primatas processa imagens e...

Mato Grosso do Sul ganha novo polo tecnológico na fronteira com o Paraguai

Estrutura de 1.600 m² integra recursos federais e estaduais para colocar o...

Com amplo apoio popular, fim da escala 6×1 pode trazer ganhos sociais e econômicos

Fundador do movimento que colocou o fim da escala 6x1 de volta...

Apoiado por 71% dos brasileiros, fim da escala 6×1 é civilizatório

Editor da Ilustríssima da Folha de S.Paulo, Marcos Augusto Gonçalves defende fim...