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Acordo entre Brasil e Malásia reforça cooperação tecnológica em semicondutores

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Semicondutores – Em meio à escassez de chips que ameaça a produção de automóveis no Brasil, o país assinou nesta segunda-feira (27) um acordo de cooperação com a Malásia voltado à área de semicondutores. A parceria, firmada em Kuala Lumpur, abrange pesquisa e desenvolvimento conjunto, além de ações para fortalecer o abastecimento da cadeia produtiva do setor. O entendimento inicial é válido por dois anos e depende da disponibilidade de recursos financeiros.

A iniciativa ocorre em um momento de instabilidade na indústria global de tecnologia, marcada por tensões comerciais envolvendo a China e pela concentração da produção de chips avançados em uma única empresa de Taiwan, a TSMC. Esses componentes são essenciais para uma ampla gama de produtos — de smartphones e carros a dispositivos médicos — e sua escassez tem afetado economias em todo o mundo.

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A Malásia é hoje uma das maiores exportadoras de semicondutores do planeta, com destaque para o estado de Penang, que abriga grandes companhias europeias e norte-americanas. O país vem atraindo investimentos bilionários em meio à reestruturação das cadeias globais de suprimentos e busca consolidar sua posição estratégica no mercado.

O governo malaio lançou um plano ambicioso de dez anos para transformar o país de um polo de montagem e testes em um centro de design e fabricação de chips de ponta, com foco em tecnologias de inteligência artificial. No entanto, o projeto enfrenta desafios políticos e comerciais, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo Trump, que ainda estão sob revisão.

Enquanto negociações bilaterais entre Malásia e EUA devem ocorrer nos próximos dias, os resultados recentes do setor indicam recuperação. Empresas locais, como a Vitrox Corp Bhd, registraram crescimento expressivo de lucros, impulsionado pela demanda crescente em sistemas de inspeção automatizada e visão artificial.

O acordo com o Brasil reforça a relevância geopolítica dos semicondutores e a busca de ambos os países por maior segurança e independência tecnológica em um mercado cada vez mais competitivo.

(Com informações de Valor)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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