Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
TI

BC reforça controle sobre prestadores de serviços de TI no sistema financeiro

345

BC – O Banco Central aprovou novas regras que tornam mais rigoroso o credenciamento e a atuação dos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs) que operam no Sistema Financeiro Nacional e no Sistema de Pagamentos Brasileiro. A resolução nº 547 amplia e detalha obrigações dessas empresas, responsáveis pela infraestrutura tecnológica do setor, com foco na redução de riscos operacionais e cibernéticos.

Entre as mudanças, a norma fortalece exigências relacionadas à continuidade dos serviços, à gestão de crises e à prevenção de fraudes. Os planos de continuidade de negócios passam a exigir testes e revisões ao menos uma vez por ano, enquanto políticas específicas para lidar com crises operacionais e fraudes tornam-se obrigatórias. Também há ampliação das exigências técnicas, como o monitoramento de interfaces, a realização de varreduras periódicas nos ambientes tecnológicos e o acompanhamento de parâmetros operacionais dos serviços prestados.

LEIA: Alerta aponta para risco de pancreatite causada pelo uso de canetas emagrecedoras

A resolução também aprofunda as obrigações ligadas à gestão de riscos, controles internos e conformidade. Os provedores deverão manter uma estrutura formal compatível com seu porte e complexidade e elaborar, anualmente, um relatório de riscos e controles internos. O documento precisará ser aprovado pelo conselho de administração e enviado ao Banco Central até o último dia útil de maio do ano seguinte, reunindo conclusões de exames realizados, recomendações, prazos para correção e manifestações das áreas responsáveis.

No campo financeiro, o capital inicial mínimo permanece em R$ 15 milhões, mas o Banco Central passa a ter autorização expressa para exigir valores superiores a qualquer momento. A definição levará em conta o volume de operações, o número de clientes e o perfil de risco do provedor, deixando de se restringir apenas ao momento do credenciamento e passando a integrar o acompanhamento contínuo das empresas.

A norma também endurece as regras sobre controle societário. Fica vedada a participação de fundos de investimento como controladores ou integrantes do grupo de controle dos PSTIs. Além disso, critérios de reputação e capacitação técnica passam a seguir padrões semelhantes aos aplicados às instituições financeiras, considerando processos criminais e administrativos, situações de insolvência, inadimplência e outros eventos relevantes.

Os mandatos passam a ter duração máxima de quatro anos, com possibilidade de renovação, e aumentam as obrigações de comunicação ao Banco Central sobre nomeações, desligamentos e descumprimento de requisitos. Mudanças no controle societário também passam a exigir comunicação obrigatória.

Outro ponto de destaque é o fortalecimento do papel da auditoria independente. Além da auditoria anual das demonstrações financeiras, a resolução passa a admitir e, em determinados casos, exigir relatórios de asseguração razoável para comprovar o cumprimento das exigências regulatórias. O Banco Central também poderá determinar auditorias adicionais e solicitar o compartilhamento desses relatórios tanto com a autarquia quanto com as instituições financeiras contratantes.

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Artigos relacionados

TI

Gastos com nuvem voltada à IA devem crescer 96% neste ano

Inferência deve superar treinamento em investimentos globais neste ano, segundo projeção do...

TI

Google testa Gemini para corrigir senhas fracas no Chrome

Recurso foi encontrado em fase de testes no navegador e promete corrigir...

TI

Hackers alegam ataque a quase 50 empresas com exploração de falhas de segurança

Empresas confirmaram ter sido alvo de tentativas de invasão; grupo afirma ter...

TI

EUA criam programa que permite que empresas privadas ataquem sistemas digitais no exterior

Memorando cria regras para selecionar empresas, exige caução de US$ 1 milhão...