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Brasil vira vice-líder mundial em internet via satélite com expansão da Starlink

Com cerca de 1 milhão de clientes, país fica atrás apenas dos Estados Unidos e também se destaca no mercado das operadoras tradicionais de satélites

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Starlink – O avanço das constelações de satélites de órbita baixa (LEO) tem provocado uma transformação no mercado global de internet via satélite, ampliando o acesso à conectividade em diferentes regiões. Liderada pela Starlink, empresa da SpaceX, essa mudança tem no Brasil um de seus principais protagonistas. Dados da Ookla, responsável pelo Speedtest Intelligence, apontam o país entre os mercados mais relevantes da companhia, ao lado de Estados Unidos, México, Indonésia e Canadá.

De acordo com medições baseadas em testes de velocidade, o Brasil já reúne cerca de 1 milhão de clientes da Starlink, o que o coloca como o segundo maior mercado da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O crescimento acompanha a expansão global da rede, que soma 9,2 milhões de usuários e quase 10 mil satélites ativos desde o início das operações comerciais, há aproximadamente cinco anos. Desde 2019, a SpaceX lançou 10.790 satélites da constelação Starlink.

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No terceiro trimestre de 2025, a Starlink respondeu por 97,1% de todas as medições globais de internet via satélite registradas pelo Speedtest. A Viasat apareceu em segundo lugar, com 1,7%, enquanto a HughesNet ocupou a terceira posição, com 1%. Em mercados considerados estratégicos, incluindo o Brasil, as velocidades medianas de download e upload da Starlink apresentaram crescimento consistente ao longo do tempo.

A expansão da empresa está diretamente ligada ao ritmo de lançamentos da SpaceX. Somente em 2025, a companhia realizou 165 voos orbitais, sendo 123 deles dedicados ao transporte de satélites Starlink. No mesmo período, a operadora passou a atuar em mais de 35 novos mercados e adicionou 4,6 milhões de clientes à sua base global. Segundo a Cloudflare, o tráfego da rede Starlink cresceu 2,3 vezes em 2025, enquanto a capacidade total ultrapassou 600 Tbps.

Esse crescimento ocorre em paralelo à perda de espaço das operadoras tradicionais de satélites geoestacionários (GEO), tecnologia dominante nas últimas décadas. Empresas como Viasat e HughesNet operam satélites posicionados a cerca de 35 mil quilômetros da Terra, o que resulta em maior latência. Já os satélites LEO orbitam entre aproximadamente 480 e 1.900 quilômetros de altitude, permitindo conexões mais rápidas e com menor atraso.

Mesmo assim, o Brasil também figura entre os principais mercados das operadoras GEO. No terceiro trimestre de 2025, o país esteve entre os cinco maiores mercados da HughesNet e da Viasat em volume de testes de velocidade. Ainda assim, o desempenho dessas redes segue inferior ao da Starlink, com velocidades de download cerca de três vezes menores na maioria dos grandes mercados e latência geralmente entre 600 e 800 milissegundos.

A expansão da Starlink tem forçado mudanças estratégicas no setor. Operadoras GEO passaram a buscar fusões e novos contratos com governos, além de investimentos nos setores de aviação e transporte marítimo. A SES informou atender cerca de 3 mil aeronaves, enquanto a Starlink declarou fornecer conexão para 1.400 aviões comerciais e aproximadamente 150 mil embarcações.

Além da disputa entre empresas já estabelecidas, novos projetos de satélites LEO estão em desenvolvimento. A Amazon Leo, anteriormente chamada de Project Kuiper, já testa serviços com cerca de 180 satélites e planeja ampliar sua constelação. Na China, iniciativas como Qianfan e Guowang preveem redes compostas por milhares de satélites. No Canadá, a Telesat prepara a constelação Lightspeed, voltada para clientes corporativos.

Outra frente em expansão é o serviço conhecido como direct-to-device, que permite a conexão direta entre satélites e celulares. Empresas como AST SpaceMobile, Globalstar, Lynk e a própria Starlink investem nesse modelo, visto como uma potencial fonte adicional de receita para operadoras móveis.

A Starlink também planeja lançar, a partir de 2026, a nova geração de satélites V3, que promete capacidade de download até dez vezes maior e de upload até 24 vezes superior à geração anterior. Essa expansão está condicionada ao desenvolvimento do foguete reutilizável Starship, projetado para transportar cargas maiores ao espaço.

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/vuongtqha140463)

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