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Cães azuis de Chernobyl intrigam cientistas e levantam mistério

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Cães azuis – Cachorros com uma coloração azul brilhante foram avistados recentemente na zona de exclusão de Chernobyl, na Ucrânia. As imagens, divulgadas pela organização sem fins lucrativos Clean Futures Fund, mostram três animais com a pelagem azulada transitando pela região. O caso está sob investigação.

“Não sabemos o motivo e estamos tentando capturá-los para descobrir o que está acontecendo”, informou a organização. A hipótese mais provável é que os cães tenham entrado em contato com algum tipo de substância química, e não com material radioativo, como chegou a ser especulado.

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A principal suspeita dos pesquisadores é que os animais tenham se rolado em líquido azul proveniente de um banheiro químico abandonado. O comportamento, comum entre cães, ocorre por instinto, eles costumam deitar-se em substâncias com odores fortes. Até o momento, não há indícios de que o contato represente risco sério à saúde dos animais.

A zona de exclusão de Chernobyl permanece praticamente desabitada desde o acidente nuclear de 1986, quando a explosão de um dos reatores forçou a evacuação de Pripyat. Muitos moradores foram obrigados a deixar seus animais para trás, e os descendentes desses cães e gatos vivem até hoje no local, aparentemente adaptados ao ambiente hostil.

Monitoramento desde 2017

Desde 2017, o projeto Cães de Chernobyl, mantido pela Clean Futures Fund, monitora, alimenta e esteriliza os animais que habitam a área. Os cães azuis foram vistos no início do mês durante uma das expedições da equipe. “Eles não ficaram azuis por causa da radiação”, garantiu a organização. “Devem ter apenas entrado em contato com uma substância colorida, e queremos capturá-los para esterilização.”

A veterinária do projeto, Jennifer Betz, afirmou ao site IFLScience que a substância provavelmente não é tóxica. “Desde que eles não lambam o produto em excesso, deve ser praticamente inofensivo”, disse.

Quase quatro décadas após o desastre nuclear, os descendentes dos cães deixados para trás somam mais de 700 indivíduos, segundo estimativas recentes. Esses animais vivem entre ruínas e áreas contaminadas, demonstrando uma adaptação impressionante às condições extremas.

Pesquisadores dos Estados Unidos vêm estudando a população canina local desde 2017 para entender os efeitos da radiação e do isolamento. Os resultados, publicados em 2023 na revista Science Advances, apontam adaptações genéticas únicas que sugerem uma surpreendente resistência desses animais ao ambiente de Chernobyl.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Clean Futures Fund/Reprodução Instagram)

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