Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home TI Cientistas criam robôs que se reorganizam e seguem funcionando após danos
TI

Cientistas criam robôs que se reorganizam e seguem funcionando após danos

Novas "metamáquinas" utilizam algoritmos evolutivos para reorganizar sua estrutura e retomar funções após sofrerem danos catastróficos

167

Robôs que se reorganizam – Tradicionalmente, um pequeno defeito em uma engrenagem ou falha em um motor é o suficiente para transformar robôs complexos em sucata eletrônica. No entanto, uma equipa de investigadores da Northwestern University, nos EUA, desafiou essa limitação ao apresentar uma nova linhagem de máquinas que se recusa a aceitar a derrota.

Apelidadas de “metamáquinas”, estas criaturas não são projetadas como um bloco único, mas sim como uma colmeia de módulos independentes que, agindo em conjunto, formam um organismo artificial capaz de sobreviver a danos que seriam fatais para robôs convencionais.

LEIA: Projeto de lei propõe proibir privatização de empresas públicas de tecnologia da informação

Cada um destes módulos funciona como um minirrobô completo, equipado com bateria, motor, computador e o que os cientistas definem como “nervos e músculos”. Enquanto um módulo isolado tem funções limitadas, a união de vários componentes gera uma notável capacidade de adaptação morfológica.

O professor assistente de informática e especialista em biorrobótica, Sam Kriegman, explica que o funcionamento do sistema é guiado por um algoritmo evolutivo que imita a seleção natural. A máquina não possui forma fixa, moldando-se conforme as exigências do ambiente. “Dentro da esfera, o robô tem tudo o que precisa para sobreviver: um ‘sistema nervoso’, um ‘metabolismo’ e ‘músculos’”, afirmou Kriegman, que também atua como professor assistente de ciência da computação, engenharia mecânica e engenharia química e biomédica, em comunicado à imprensa.

Para avaliar a resistência, a equipa submeteu modelos de três, quatro e cinco pernas a terrenos complexos, incluindo lama, areia, raízes de árvores e tijolos irregulares. Os robôs demonstraram habilidade para saltar, girar e recuperar-se de quedas sem necessidade de treino prévio.

O diferencial mais marcante ocorre quando um dos membros é removido ou arrancado. Em vez de um erro crítico, o sistema reage de duas formas: compensação imediata, na qual os módulos restantes identificam a falha e reorganizam a sua forma e ritmo para manter o movimento; e reintegração autônoma, onde o membro separado consegue rolar sozinho de volta à estrutura principal e acoplar-se novamente, restaurando a funcionalidade total.

Embora ainda não possuam sensores externos para “ver” o ambiente, estas máquinas conseguem sentir a sua própria orientação e identificar alterações na estrutura física. Esta flexibilidade promete transformar setores onde a manutenção humana é inviável. Entre as aplicações potenciais estão robôs de resgate em cenários de catástrofes, que podem perder partes do corpo sob escombros e continuar a avançar, e sondas espaciais capazes de realizar autorreparos em planetas distantes.

Enquanto o mercado se volta para robôs humanoides de interação social, a Northwestern University aposta em um hardware que, tal como as lagartixas, encara a perda de um membro como um contratempo temporário, sinalizando que a era dos robôs descartáveis pode estar próxima do fim.

(Com informações de Hardware)
(Foto: Reprodução/Freepik/mixzer/Imagem gerada por IA)

Posts relacionados

TI

Vazamento de worm sofisticado vira kit completo para ataques cibernéticos

Material publicado no GitHub inclui recursos para roubo de credenciais, infecção de...

Implantes neurais, IA e realidade virtual devem redefinir o trabalho até 2050

Levantamento global do IWG mostra que implantes neurais, inteligência artificial, realidade virtual...

IA deve liderar transformação competitiva das empresas brasileiras, diz pesquisa

Pesquisa mostra avanço da adoção em escala de IA, aumento dos investimentos...

TI

Vazamentos de dados e ataques digitais colocam cibersegurança no protagonismo global

Ataques a infraestruturas críticas, vazamentos e ações contra empresas e serviços públicos...