Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Crise dos chips ameaça evolução e preços de smartphones e PCs a partir de 2026
Notícias

Crise dos chips ameaça evolução e preços de smartphones e PCs a partir de 2026

Alta no custo de memórias pressiona fabricantes, que devem reduzir especificações e repassar aumentos ao consumidor

524

Crise dos chips – O mercado de eletrônicos de consumo deve enfrentar um cenário mais restritivo a partir de 2026. Além de preços mais elevados, celulares, notebooks e computadores podem apresentar estagnação – ou até retrocesso – em suas especificações técnicas. A projeção aparece em um relatório da consultoria TrendForce, que aponta uma alta contínua no custo dos chips de memória DRAM e NAND ao longo do primeiro semestre do próximo ano.

Segundo a análise, o aumento no preço dos componentes já força fabricantes globais a rever estratégias para preservar margens de lucro. A resposta da indústria tende a seguir dois caminhos principais: aparelhos mais caros nas prateleiras e cortes nas configurações de hardware.

LEIA: Quase colisão no espaço expõe riscos do tráfego intenso em órbita baixa

Ao mesmo tempo, a expectativa de crescimento nas remessas de dispositivos foi revisada para baixo, já que parte da capacidade de produção está sendo direcionada à forte demanda por servidores de inteligência artificial.

Na internet, esse cenário de escassez e encarecimento passou a ser chamado de “RAMagedom”, uma referência ao temor de que comprar um novo smartphone ou montar um computador volte a se tornar inviável para muitos consumidores, em um movimento que lembra os gargalos enfrentados após a pandemia.

Smartphones mais caros e com menos memória

O impacto mais imediato deve ser sentido nos smartphones de entrada e intermediários. O relatório indica que a expansão da memória RAM, observada nos últimos anos, deve perder força rapidamente. No segmento intermediário, modelos com 12 GB de RAM tendem a se tornar raros ou restritos às linhas premium. Já nos aparelhos básicos, a pressão de custos pode levar a um retorno ao padrão de 4 GB de RAM, revertendo avanços recentes.

Até pouco tempo, modelos acessíveis como Galaxy A16 5G e Poco C75 já apareciam em versões com mais de 6 GB de RAM, mesmo em faixas de preço abaixo de R$ 1.700. Esse movimento, no entanto, pode não se sustentar.

No Brasil, a Samsung estima reajustes entre 10% e 20% nos preços de smartphones das linhas básicas e intermediárias. Mesmo no topo de linha, a transição para 16 GB de RAM deve perder ritmo. A consultoria destaca que a memória passou a representar uma parcela cada vez maior do custo total de produção, afetando inclusive empresas com margens mais confortáveis, como a Apple.

A consultoria Counterpoint Research também revisou suas projeções e agora estima uma queda de 2,1% nas remessas globais de smartphones em 2026. Com a memória mais cara, os preços sobem e a demanda tende a recuar.

O segmento de entrada deve ser o mais afetado. Marcas chinesas que operam com margens reduzidas, como Honor, Oppo e Vivo Mobile (Jovi no Brasil), podem registrar quedas mais acentuadas nas vendas em relação às estimativas anteriores. A dificuldade em manter preços competitivos nesses modelos pode atrasar a troca de aparelhos, especialmente em mercados emergentes.

Notebooks e PCs também entram na conta

Para notebooks e computadores, o cenário não é menos preocupante. A TrendForce aponta que reduzir drasticamente a memória RAM dos laptops não é viável, já que sistemas operacionais e softwares atuais exigem configurações mínimas mais robustas. No caso do Windows 11, máquinas com menos de 8 GB de RAM já se tornam pouco adequadas para uso fluido.

Com isso, as configurações entre 8 GB e 16 GB devem permanecer como padrão. Sem espaço para cortar custos no hardware, a alternativa para os fabricantes será repassar os aumentos ao consumidor final.

O encarecimento também atinge os SSDs. Os chips de memória NAND, usados nesses componentes, registraram um aumento acumulado expressivo desde o início de 2025. Como a memória representa a maior parte do custo de fabricação de um SSD, o repasse ao varejo é considerado inevitável e deve se estender por todo o ano de 2026. Fabricantes como Dell, Lenovo, HP, LG e Samsung já anunciaram revisões de preços entre o fim deste ano e o começo do próximo.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Posts relacionados

Estudo sobre felicidade aponta efeito negativo das redes sociais nos jovens

Estudo com adolescentes de 50 países revela que tempo elevado nas plataformas...

UE avança para banir IAs que criam imagens íntimas sem consentimento

Aprovação de emenda aproxima Parlamento e governos europeus, elevando chances de nova...

IA acelera corrida por tratamentos antes considerados impossíveis

De Parkinson a superbactérias, uso de IA reduz tempo e amplia possibilidades...

EUA registram domínio ‘alien.gov’ e cria expectativa sobre divulgação de arquivos

Endereços “alien.gov” e “aliens.gov” surgem após fala de Trump sobre liberar documentos...