Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Desconectar do celular por 14 dias melhora saúde mental e foco
Notícias

Desconectar do celular por 14 dias melhora saúde mental e foco

Pesquisa revelou que a pausa digital reverteu perdas cognitivas equivalentes a 10 anos e sintomas depressivos

744

Saúde mental – Um estudo que impediu o uso da internet em smartphones por duas semanas observou avanços significativos no bem-estar psicológico e na concentração dos envolvidos.

O experimento, divulgado na revista PNAS Nexus, contou com 467 indivíduos e sugere que o vício em dispositivos digitais pode prejudicar a mente de maneira mais intensa do que se supunha.

LEIA: China investe em robôs humanoides com IA para transformar sua indústria

Os voluntários, com média de 32 anos, foram separados em dois grupos: um ficou sem navegar pelo celular por 14 dias e o outro passou pela mesma restrição nas duas semanas posteriores. Chamadas e SMS permaneceram ativos, e o acesso à web por computador foi permitido. Um aplicativo nos iPhones impedia o uso, monitorando tentativas de burlar o bloqueio.

De acordo com os resultados, 91% dos participantes tiveram progresso em pelo menos um dos três critérios analisados – saúde mental, atenção e satisfação pessoal –, enquanto aproximadamente 75% relataram melhoras expressivas no equilíbrio emocional. O ganho em foco foi tão relevante que compensou a queda cognitiva associada ao envelhecimento em uma década.

Adrian Ward, professor da Universidade do Texas e coautor da pesquisa, ressaltou que, apesar da tecnologia ter revolucionado hábitos nos últimos 15 anos, a psicologia humana fundamental não evoluiu na mesma velocidade. “As evidências mostram que não fomos feitos para estar permanentemente ligados a todos os estímulos digitais”, explicou.

O trabalho ainda revelou que a abstinência de internet surtiu efeitos mais fortes contra sintomas depressivos do que antidepressivos, aproximando-se da eficácia da terapia cognitivo-comportamental – embora os cientistas alertem que o método não substitui tratamentos convencionais.

Ward acrescentou que a pausa digital incentivou os voluntários a priorizarem atividades reais gratificantes, como passatempos, interações pessoais e momentos ao ar livre. “Eles também mencionaram sono mais reparador, maior senso de comunidade e autonomia em suas escolhas,” concluiu.

(Com informações de Exame)
(Foto: Reprodução/Freepik/freestockcenter)

Posts relacionados

Centrais reforçam defesa da redução dos juros após corte tímido na Selic

Para o presidente da CSB e fundador da Fenati, Antonio Neto, redução...

O Dia do Trabalhador e sua origem na luta pela redução da jornada

Artigo das centrais sindicais conta como a luta pela redução da jornada...

Avanço da IA pode levar a crise ‘inédita’ na classe média, dizem economistas

Vencedores do Nobel de Economia afirmam que avanço da IA tende a...

Robôs assumem funções essenciais e revelam nova fase da automação

Aeroportos no Japão adotam robôs em tarefas operacionais, levantando debates sobre os...