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Egito pode restringir acesso de crianças a redes sociais contra “caos digital”

País segue movimento internacional liderado por Austrália, França e Reino Unido para proteger crianças de conteúdos nocivos e do uso excessivo das plataformas digitais

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Redes sociais – O Egito vai discutir a adoção de restrições ao uso de redes sociais por crianças como forma de combater o que parlamentares classificam como “caos digital”. A iniciativa acompanha debates em países ocidentais que analisam a possibilidade de proibir adolescentes mais jovens de acessar essas plataformas.

Em nota divulgada no fim de domingo (25), o Parlamento egípcio informou que pretende trabalhar em uma legislação específica para regulamentar o uso de redes sociais por crianças e “acabar com o caos digital que nossos filhos enfrentam, e que impacta negativamente o futuro deles”.

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Segundo o comunicado, os parlamentares devem consultar o governo e órgãos especializados para elaborar uma lei que busque “proteger as crianças egípcias de quaisquer riscos que ameacem seu pensamento e comportamento”.

A manifestação do Parlamento ocorre após o presidente Abdel-Fattah el-Sissi defender, no sábado (24), que o governo e os legisladores considerem aprovar uma legislação que restrinja o uso de redes sociais por crianças “até que atinjam uma idade em que possam lidar com isso de forma adequada”.

Em discurso transmitido pela TV, el-Sissi citou outros países, como Austrália e Reino Unido, que estão elaborando leis para “restringir ou proibir” o uso dessas plataformas por crianças.

De acordo com um relatório de 2024 do Centro Nacional de Pesquisas Sociais e Criminológicas, órgão de estudos ligado ao governo, cerca de 50% das crianças com menos de 18 anos no Egito utilizam redes sociais, onde podem estar expostas a conteúdos prejudiciais, cyberbullying e abusos.

Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A decisão provocou debates intensos sobre tecnologia, privacidade, segurança infantil e saúde mental, além de estimular outros países a avaliarem medidas semelhantes.

No Reino Unido, o governo afirmou que vai considerar a proibição do uso de redes sociais por adolescentes mais jovens, ao mesmo tempo em que endurece leis voltadas à proteção de crianças contra conteúdos nocivos e o tempo excessivo de tela.

Já na França, o presidente Emmanuel Macron pediu que seu governo acelere o processo legal para permitir que uma proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos entre em vigor já no início do próximo ano letivo, em setembro.

(Com informações de G1)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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