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Funcionários da Meta reagem a monitoramento de cliques para treinar IA

Medida inclui coleta de cliques e movimentos do mouse enquanto empregados temem substituição por inteligência artificial

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Cliques para treinar IA – A Meta enfrenta um momento de forte tensão interna após anunciar uma política de monitoramento voltada ao treinamento de inteligência artificial. A medida prevê o rastreamento de cliques e movimentos do mouse dos cerca de 78 mil funcionários da companhia, sem oferecer a possibilidade de exclusão voluntária do programa.

A decisão provocou reação imediata nas plataformas internas da empresa. Funcionários classificaram a iniciativa como “desmoralizante” e “insensível”, ampliando o clima de desconforto em um momento já marcado por cortes de pessoal e mudanças na estratégia corporativa.

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O programa foi implementado enquanto Mark Zuckerberg intensifica investimentos bilionários para transformar a Meta em uma empresa centrada em inteligência artificial. Paralelamente, a companhia confirmou a demissão de aproximadamente 10% do quadro de funcionários, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Os desligamentos estão previstos para ocorrer em 20 de maio.

A combinação entre demissões e monitoramento ampliou a sensação de insegurança entre equipes. Internamente, muitos trabalhadores demonstram receio de que estejam contribuindo para o desenvolvimento de sistemas capazes de substituir funções humanas no futuro.

Segundo o CTO Andrew Bosworth, a coleta de dados busca ensinar modelos de IA a compreender como pessoas executam tarefas complexas em computadores. O rastreamento inclui tudo o que os funcionários digitam ou visualizam na tela.

O uso de inteligência artificial também passou a fazer parte das avaliações de desempenho dentro da empresa. A Meta criou painéis internos para acompanhar quais funcionários utilizam mais ferramentas de IA, transformando a adoção desses sistemas em um novo indicador de produtividade.

O impacto já altera o ambiente de trabalho. Relatos internos apontam que alguns profissionais começaram a desenvolver “agentes de IA” apenas para melhorar seus números nos sistemas de monitoramento. Outros passaram a procurar novas oportunidades de emprego fora da companhia.

A tensão também se reflete na cultura interna da empresa. Engenheiros compartilham memes niilistas e acompanham portais internos de contagem regressiva para as demissões, sinais que evidenciam desgaste entre equipes e direção.

A Meta afirma que existem mecanismos de proteção para evitar exposição de conteúdos sensíveis e sustenta que os dados coletados não são utilizados para vigilância individual. Segundo a companhia, o objetivo do programa é exclusivamente o desenvolvimento de novos produtos baseados em inteligência artificial.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/rafapress)

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