Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
Notícias

Governo reserva 8% das vagas públicas para mulheres vítimas de violência

654

Mulheres – O governo federal estabeleceu a reserva mínima de 8% das vagas em contratações públicas, realizadas por empresas terceirizadas contratadas pelo Executivo, para mulheres vítimas de violência doméstica. A nova regra foi oficializada com a publicação do Decreto nº 12.516 no Diário Oficial da União na quarta-feira (18).

A medida abrange mulheres cisgênero, trans, travestis e outras identidades de gênero feminino contempladas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). O objetivo é ampliar a proteção social, criando oportunidades de emprego para mulheres em situação de vulnerabilidade.

LEIA: Brasileiros optam pela CLT, mesmo com salário menor, diz pesquisa

O decreto altera o Decreto nº 11.430/2023, que regulamenta a Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Segundo o novo texto, as vagas reservadas deverão ser destinadas prioritariamente a mulheres pretas e pardas, de acordo com a proporção populacional de cada estado ou do Distrito Federal, conforme dados do censo do IBGE.

As contratações serão feitas exclusivamente com indicações das unidades responsáveis pela política pública de apoio a mulheres vítimas de violência. Empresas contratadas e órgãos públicos não poderão exigir qualquer documentação adicional das candidatas para comprovar a situação de violência.

Em contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra, o percentual de vagas pode ser inferior a 8% quando o número de funcionários for inferior a 25.

O decreto também estimula que empresas licitantes adotem práticas de equidade no ambiente de trabalho. Esse critério poderá ser usado como fator de desempate em licitações públicas da administração federal direta, autarquias e fundações.

Nos casos em que um contrato envolva diferentes tipos de serviços contínuos, a distribuição das vagas reservadas deverá ser proporcional entre as atividades, salvo quando não houver mão de obra qualificada disponível.

Os Ministérios das Mulheres e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) firmarão acordos de adesão com as unidades responsáveis pela política pública de apoio às mulheres em situação de violência. Os acordos não envolvem transferência de recursos financeiros e incluirão cláusulas para garantir o sigilo dos dados das mulheres beneficiadas.

(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil)

Artigos relacionados

Uso de IA por funcionários do varejo sobe de 39% para 65% em um ano

Expansão da tecnologia ocorre junto ao aumento de conexões com sistemas externos...

Onda de calor coloca MS sob alerta vermelho com temperaturas de até 42°C

Aviso do Inmet prevê temperaturas até 5°C acima da média e segue...

Suspensão de multas da nova NR-1 é prorrogada por mais 90 dias

Decisão de André Mendonça mantém suspensas multas e outras sanções, mas empresas...

IA do Google gera falas falsas de candidato à presidência

Relato do jornalista João Paulo Charleaux chama atenção para os riscos de...