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GPT-6 Astra: novo modelo da OpenAI aposta em raciocínio recorrente e mira era da AGI

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GPT-6 Astra – A OpenAI apresentou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, seu novo modelo de inteligência artificial (IA) de fronteira. A tecnologia chega ao mercado com uma técnica de raciocínio conhecida como “profundidade recorrente”, que vem despertando preocupações entre especialistas em cibersegurança por tornar menos transparente o processo utilizado pela máquina para chegar às respostas.

O lançamento também foi acompanhado de uma declaração ambiciosa de Greg Brockman, presidente da OpenAI. Durante uma entrevista com jornalistas nesta quinta-feira, ele afirmou que o Astra marca o início de uma nova etapa no desenvolvimento da inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês).

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O conceito de AGI não possui uma definição consensual na indústria, mas costuma se referir a sistemas capazes de apresentar desempenho sobre-humano. A OpenAI, no entanto, é frequentemente criticada por supostamente utilizar o termo de maneira exagerada.

Brockman afirmou que, no futuro, o lançamento do Astra poderá ser considerado um dos momentos associados à criação da AGI.

“Não é descabido sentir que estamos agora na era da AGI. Acho que daqui uns anos, quando olharmos para trás e perguntarmos ‘Quando a AGI foi criada?’, acho que será mais ou menos nessa época, talvez seja com base nesse modelo.”

Desempenho e disputa com a Anthropic

Embora ainda seja difícil comprovar se o novo sistema realmente se enquadra no conceito de AGI, a OpenAI afirma que o GPT-6 Astra alcança resultados próximos do máximo em alguns dos principais testes padronizados utilizados pela indústria.

Entre os resultados divulgados estão 97,6% de aproveitamento no FrontierMath Tier 4, 98,6% no ARC-AGI e 100% no ExploitBench.

O lançamento ocorre poucos dias depois da apresentação do Fable 5.1, da Anthropic, na terça-feira. Os dois modelos disputam espaço em áreas como trabalhos científicos, programação e tarefas agênticas.

Além desses usos, o Astra foi desenvolvido para aplicações profissionais, incluindo desenvolvimento de games, serviços financeiros, análise de dados, engenharia de design e inteligência de negócios.

A estratégia reforça a disputa entre OpenAI e Anthropic pelo mercado corporativo. O novo modelo chega um ano depois da família GPT-5 e deve ser a última família de inteligências artificiais apresentada pela companhia antes de uma oferta inicial de ações (IPO), prevista para o começo de 2027.

A OpenAI entrou com a documentação junto a reguladores americanos em junho e prevê uma avaliação de até US$ 1 trilhão.

Modelo promete mais velocidade e menor custo

Além da capacidade de processamento, a OpenAI destacou durante a apresentação do Astra dois aspectos que ganharam importância no mercado de IA: velocidade e custo.

Segundo a companhia, o novo modelo leva cerca de 47% menos tempo por tarefa do que o GPT-5.6 Sol. Em outro teste, o DeepSWE v1.1, o Astra supera o GPT-5.6 Sol com um custo estimado de API por tarefa aproximadamente 57% menor, considerando a configuração de melhor desempenho de cada modelo.

A preocupação com os preços ganhou ainda mais relevância diante do avanço de modelos chineses de código aberto. De modo geral, essas tecnologias apresentam uma fração dos preços cobrados por modelos proprietários americanos.

“Profundidade recorrente” gera preocupação

A nova forma de raciocínio empregada pelo Astra é um dos pontos que mais chamaram a atenção no lançamento.

A OpenAI descreveu o modelo como seu “modelo mais alinhado até o momento”. A expressão significa que, segundo a empresa, o sistema é capaz de compreender a intenção do usuário durante a execução das tarefas, respeitar os limites estabelecidos e manter uma comunicação transparente.

Ao mesmo tempo, especialistas questionaram as possíveis consequências da utilização da “profundidade recorrente”. Entre eles está Zvi Mowshowitz, que afirmou que os laboratórios de inteligência artificial precisam ser regulados quanto ao uso de técnicas capazes de evitar uma “corrida ao fundo do poço”.

A preocupação está relacionada à maneira como os modelos de raciocínio tradicionalmente apresentam seu processo de resolução de problemas.

Até agora, essas tecnologias utilizam uma técnica conhecida como “Chain of Thought”, que expõe as etapas sequenciais percorridas pelo modelo ao tentar solucionar uma questão. Essa característica também pode facilitar o monitoramento de comportamentos inadequados.

Com a chamada recorrência profunda, porém, o sistema segue uma abordagem menos linear. Em vez de simplesmente percorrer uma sequência de etapas, o modelo processa a mesma consulta diversas vezes. Isso produz menos rastros legíveis e acaba embaralhando a cadeia de raciocínio convencional.

Cibersegurança exige novas salvaguardas

A própria OpenAI reconhece que o avanço do modelo traz desafios na área de cibersegurança. A empresa afirma que os recursos do Astra podem auxiliar profissionais na identificação e correção de vulnerabilidades, mas ressalta que a tecnologia também exige salvaguardas mais robustas.

Como parte dessa estratégia, a companhia pretende disponibilizar o Astra para parceiros com menos restrições, permitindo que o modelo seja estudado.

Para os demais usuários, o acesso será liberado nos próximos dias nos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise. O GPT-6 Astra também estará disponível por meio da API da OpenAI e na AWS.

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(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Magnific/DC Studio)

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