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Grupo norte-coreano é supeito de roubar US$ 300 milhões em criptomoedas

Especialistas afirmam que operações cibernéticas sofisticadas ajudam a financiar o programa nuclear do regime

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Criptomoedas – Um grupo de hackers associado à Coreia do Norte é apontado como responsável por um roubo de aproximadamente US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) em criptomoedas ocorrido no último fim de semana, segundo informações de uma das empresas afetadas. O episódio é mais um entre uma série de ataques atribuídos ao país, que mantém um programa avançado de crimes digitais. De acordo com especialistas ligados às Nações Unidas, os recursos obtidos com essas ações seriam utilizados para financiar o desenvolvimento de armamentos nucleares.

O portal especializado CoinDesk classificou a invasão à carteira digital da plataforma de investimentos KelpDAO, ocorrida no sábado, como o maior ataque do tipo registrado em 2026 até agora.

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Como ocorreu o ataque

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, a invasão envolveu a violação de dois servidores de blockchain hospedados por um aplicativo conhecido como LayerZero. A falha permitiu a criação indevida de um token vinculado à criptomoeda Ethereum dentro da KelpDAO.

“Em 18 de abril de 2026, a KelpDAO sofreu um ataque no qual aproximadamente US$ 290 milhões foram roubados”, disse a LayerZero em um comunicado.

“Indicadores preliminares sugerem que o perpetrador é um agente estatal altamente sofisticado, muito provavelmente o Grupo Lazarus da Coreia do Norte”, afirmou a
LayerZero, usando as iniciais do nome oficial da Coreia do Norte.

A empresa também buscou tranquilizar seus usuários ao afirmar que “não há contaminação entre blockchains para outros ativos ou aplicativos”.

Suspeita sobre grupo especializado

Para analistas do setor, o nível de complexidade do ataque reforça a hipótese de envolvimento de um grupo altamente capacitado. “Este é claramente um trabalho do Grupo Lazarus da Coreia do Norte. Nenhum outro grupo no mundo tem a expertise e os recursos para realizar um ataque cibernético dessa magnitude”, disse Henri Arslanian, cofundador da Nine Blocks Capital Management, em um comunicado na quarta-feira.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

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