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Hacker suspeito de manipular sistema do Judiciário é preso após fugir com alvará falso

Investigação aponta que grupo acessava ilegalmente o sistema do Judiciário com credenciais de juízes para emitir solturas e alterar ordens judiciais

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Hacker – O hacker Ricardo Lopes de Araújo, apontado como responsável por um esquema de falsificação de alvarás de soltura, foi preso no Rio de Janeiro na última semana. A captura ocorreu durante uma ação conjunta das Polícias Civis de Minas Gerais e do Rio, após investigações que o colocam como líder de uma organização criminosa voltada à manipulação de sistemas do Judiciário.

Araújo é suspeito de ter usado documentos fraudados para deixar a prisão em Belo Horizonte, no dia 20 de dezembro, ao lado de outros três detentos. O grupo saiu do Ceresp Gameleira apresentando alvarás falsos. Desde então, dois dos envolvidos foram recapturados, enquanto um permanece foragido.

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Conhecido pelo apelido de “Dom”, o hacker é acusado de chefiar um esquema que acessava de forma ilegal o sistema online do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo as apurações, a organização utilizava logins e senhas atribuídos a magistrados para realizar diferentes fraudes.

Com esse acesso, os suspeitos teriam emitido alvarás de soltura em nome de juízes, alterado mandados de prisão para dificultar o cumprimento de ordens judiciais, desbloqueado valores retidos pela Justiça e liberado veículos apreendidos. As investigações indicam que o grupo movimentou cerca de R$ 40 milhões a partir dessas ações.

Araújo e outros três integrantes da organização haviam sido presos em 10 de dezembro do ano passado, mas conseguiram deixar a prisão após a inserção de dados falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão. Os documentos irregulares foram identificados e anulados em menos de 24 horas.

Em nota, o CNJ informou que não foram constatadas invasões nem falhas estruturais em seus sistemas e que não há indícios de participação de servidores do órgão. As fraudes, segundo o conselho, ocorreram a partir do uso indevido de credenciais de magistrados. O caso segue sob investigação da Secretaria de Segurança Pública e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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