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Jovens são os mais afetados por perda de empregos para a IA

Recém-formados são mais afetados pela automação, enquanto profissionais experientes mantêm ou ganham espaço no mercado

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IA – Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, identificaram que a presença crescente da inteligência artificial (IA) já impacta a taxa de emprego de jovens no país. Dados da empresa de processamento de salários ADP revelam que, nos últimos três anos, o número de empregados entre 22 e 25 anos em setores com maior uso de IA caiu 13%.

As áreas analisadas incluem desenvolvimento de software, tradução, contabilidade e atendimento ao público, em que parte das atividades pode ser automatizada.

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Jovens são os mais afetados

Entre programadores, a queda foi ainda mais acentuada: quase 20% desde o fim de 2022, período em que o ChatGPT foi lançado. Já na faixa etária entre 26 e 30 anos, a taxa de emprego permaneceu estável, enquanto trabalhadores mais velhos apresentaram aumento.

Tendência semelhante foi registrada no atendimento ao cliente, com forte redução de funcionários de 22 a 25 anos, declínio moderado entre 26 e 30 e estabilidade ou crescimento nos demais grupos.

Experiência pesa mais que teoria

Segundo o economista Erik Brynjolfsson, professor de Stanford, a substituição de jovens por IA ocorre porque ambos têm mais conhecimento teórico do que prático.

“Trabalhadores mais experientes têm mais conhecimento tácito. Eles aprendem truques do ofício que geralmente não estão escritos em nenhum lugar”, afirma. “A IA não consegue aprender coisas assim, pelo menos por enquanto.”

Essa dinâmica, no entanto, levanta preocupações sobre o futuro: sem contratações de recém-formados, quem ocupará cargos de liderança quando os atuais profissionais se aposentarem?

Debate sobre a viabilidade da IA

Nem todos concordam com essa substituição. Matt Garman, CEO da Amazon Web Services, considera um erro descartar recém-formados.

“Na minha opinião, você tem que continuar contratando gente recém-saída da faculdade e ensinar como construir software do jeito certo, como decompor problemas, como pensar, da mesma maneira que nós sempre fizemos”, disse em um podcast.

Além disso, um relatório do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) aponta que 95% dos projetos corporativos de IA não resultam em ganhos relevantes de receita ou eficiência, o que coloca em dúvida a real viabilidade econômica da tecnologia.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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