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Menos de 20% se dizem preparados para IA no trabalho

Pesquisa mostra cenário de transição, com maioria parcialmente preparada e percepção ainda neutra sobre impactos da tecnologia

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IA no trabalho – Menos de 20% dos trabalhadores brasileiros afirmam estar preparados para utilizar Inteligência Artificial no ambiente profissional. O dado faz parte do quarto capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil, conduzida pela Serasa Experian, e ajuda a entender por que, mesmo com o avanço da tecnologia, muitos ainda se veem em processo de adaptação. Entre os mais confiantes estão os integrantes da Geração Z, com 22,8% se considerando aptos. Já a maioria (60,5%) relata estar apenas parcialmente preparada, evidenciando um momento de transição na incorporação dessas ferramentas no dia a dia corporativo.

Para Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, a familiaridade maior da Geração Z com a tecnologia está ligada ao ambiente em que cresceram. “A Geração Z não percebe a tecnologia como uma ferramenta externa, mas como parte do ambiente em que cresceu. A Inteligência Artificial não é ‘nova’ para esses profissionais, porque eles se desenvolveram interagindo com sistemas inteligentes e veem a tecnologia como uma extensão da própria criatividade, não como algo a ser aprendido ou temido. É fundamental que gestores de RH e líderes entendam esse contexto, porque ele impacta diretamente produtividade, engajamento, atração de talentos, aprendizado, ética e competitividade das empresas”, afirma.

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Percepção sobre o uso da Inteligência Artificial no trabalho

Além de medir o nível de preparo, o estudo também investigou como os profissionais enxergam a presença da Inteligência Artificial no ambiente corporativo. A maior parte dos entrevistados (57,8%) declarou ter uma visão neutra sobre o tema, enquanto 32,7% avaliam positivamente e 9,5% demonstram percepção negativa.

Entre as gerações, a Geração X lidera em avaliação positiva (35,2%), seguida pelos Millennials (33,8%), Baby Boomers (29,4%) e, por último, a Geração Z (26,3%).

Mesmo sendo o grupo que mais se sente preparado para lidar com a tecnologia, os mais jovens são também os que menos percebem impactos positivos. Ainda assim, em todas as faixas etárias predomina a neutralidade na avaliação.

“O fato de a maioria dos profissionais avaliar a Inteligência Artificial de forma neutra mostra que o mercado ainda está em fase de observação e adaptação. As pessoas estão testando, entendendo e esperando diretrizes mais claras sobre como a tecnologia será incorporada ao trabalho de forma responsável e sustentável”, explica.

Percepção positiva está ligada a ganhos práticos

Entre os que enxergam a Inteligência Artificial de maneira positiva, 58,2% associam seu uso ao aumento de produtividade e eficiência, mesmo percentual dos que destacam a diminuição de tarefas repetitivas. Outros 36,1% acreditam que a tecnologia pode liberar tempo para atividades mais criativas e estratégicas, enquanto 26,3% veem oportunidades de crescimento profissional e aprendizado.

“Quando a IA contribui para ganhos reais, como aumento de produtividade, eficiência e redução de tarefas repetitivas, ela passa a ser vista de forma mais positiva. Isso mostra que a forma como a tecnologia é integrada ao trabalho faz toda a diferença para que as pessoas consigam extrair valor dessas ferramentas”, finaliza.

(Com informações de Ti Inside)
(Foto: Reprodução/Freepik/nomadsoul1)

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