Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Ministro do Trabalho defende nova liberação de FGTS bloqueado pelo saque-aniversário
Notícias

Ministro do Trabalho defende nova liberação de FGTS bloqueado pelo saque-aniversário

De acordo com Luiz Marinho, mais 13 milhões de pessoas foram demitidas desde o início do ano e não podem acessar recursos

205

FGTS – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que pretende sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma nova liberação de recursos bloqueados do FGTS para trabalhadores que ficaram impedidos de sacar o fundo após demissão, devido à adesão ao saque-aniversário. Segundo ele, a medida poderá beneficiar cerca de 13 milhões de brasileiros. As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo.

Marinho explicou que, apesar da liberação de R$ 12 bilhões no início do ano, o cenário mudou desde então. “De março para cá, cerca de 13 milhões foram demitidos do trabalho, têm saldo no fundo e não podem sacar. Então, vou sugerir ao presidente que faça mais uma liberação para esse pessoal”, disse.

LEIA: Empresas terão CNPJ com letras e números a partir de 2026

O ministro reforçou que as recentes mudanças nas regras do saque-aniversário, que restringem o acesso antecipado ao fundo, visam proteger o trabalhador. Segundo ele, a modalidade anterior fazia com que muitos pagassem juros sobre o próprio dinheiro, ao optar por antecipações de longo prazo oferecidas pelos bancos.

Ele também rebateu as críticas de que as limitações ao saque-aniversário representariam uma postura paternalista do governo. “Bom, se vai fazer o que quiser, acaba com o fundo e o trabalhador recebe na folha. Muita gente defende isso, uma liberalização total. Acho que é um equívoco. O fundo foi construído de uma maneira que demonstrou eficiência.”

Marinho citou ainda saques impulsivos e vícios, como os jogos eletrônicos e apostas online, como parte das motivações do governo em limitar a retirada dos recursos.

Outros temas

Ao ser questionado sobre o caso da JBS, que recorreu da inclusão na lista suja do trabalho escravo, Marinho explicou que cabe ao gestor a análise final dos recursos administrativos. “Vou me basear no resultado da análise do corpo jurídico. Tenho uma equipe técnica que ainda está avaliando.”, afirmou.

Sobre a política de juros, Marinho criticou o impacto da Selic elevada na economia e na geração de empregos. Para ele, o Brasil vive um momento de expansão do consumo, que deve ser impulsionado ainda mais pela isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e os juros altos acabam postergando investimentos produtivos.

“Eu não sei qual é a escola de pensamento econômico que só ensina a combater a inflação a partir da restrição do consumo. Não me parece ser a maneira mais inteligente. Isso precisa ser combinado com a oferta. O choque para conter a inflação é mais produção. É básico de economia”, concluiu.

(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcelo Camargo)

Posts relacionados

Áustria anuncia plano para banir redes sociais a menores de 14 anos

Proposta do governo austríaco mira proteção de crianças contra conteúdos nocivos e...

Brasil terá produção de imunoterapia para 40 tipos de câncer

Produção nacional do pembrolizumabe deve ampliar acesso à imunoterapia e reduzir custos...

Trabalhadoras temporárias grávidas ganham direito à estabilidade

Corte alinha entendimento ao Supremo Tribunal Federal e reforça proteção à maternidade...

CapivarIA: como uma montagem virou ferramenta de gestão

Imagem criada por IA para denunciar buraco ganha repercussão, acelera reparo e...