Mulheres – A desigualdade salarial entre homens e mulheres em Mato Grosso do Sul chegou a 22,5% no fim de 2025. É o que revela levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base nos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que monitora indicadores do mercado de trabalho e da renda no país.
Mesmo em um cenário de desemprego historicamente baixo no Estado, a diferença de rendimentos permanece significativa. No quarto trimestre, os homens registraram rendimento médio de R$ 4.094, enquanto as mulheres receberam, em média, R$ 3.175, uma diferença de R$ 919.
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O estudo também aponta desigualdades quando analisado o recorte por cor ou raça. Trabalhadores que se declararam brancos tiveram renda média de R$ 4.499. Já as pessoas pardas receberam R$ 3.126 e as pretas, R$ 3.162. O levantamento indica que a população parda ganha cerca de 29% a menos que a branca.
A escolaridade aparece como outro fator determinante para a renda. Profissionais com ensino superior completo tiveram rendimento médio de R$ 5.960, enquanto aqueles com ensino médio completo receberam R$ 2.966, diferença superior a 100%.
Entre os trabalhadores com menor nível de instrução, os valores são ainda mais reduzidos. Pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo registraram rendimento médio de R$ 1.999.
Considerando todos os trabalhos, o rendimento médio real habitual em Mato Grosso do Sul foi de R$ 3.693 no quarto trimestre. O valor é considerado estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2024.
(Com informações de Campo Grande News)
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