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PF prende oito hackers que tentaram invadir sistema do PIX

PIX – A Polícia Federal realizou na sexta-feira (12) uma ação que levou à prisão de oito integrantes de uma rede criminosa especializada em ataques digitais contra o sistema financeiro brasileiro. O grupo é acusado de tentar explorar brechas no PIX utilizando acessos irregulares às chamadas contas PI, mantidas pela Caixa Econômica Federal junto ao Banco Central.

A operação foi desencadeada a partir de uma denúncia feita pela Caixa, que havia identificado atividades fora do padrão e repassado às autoridades registros de mensagens e vídeos em que os hackers se vangloriavam de possuir acesso privilegiado ao sistema.

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Tentativa de retirada de equipamento expôs suspeitos

Na quinta-feira (11), a Caixa informou às autoridades que dois dos investigados planejavam retirar de um gerente da instituição, no Centro de São Paulo, um notebook com credenciais de acesso remoto à VPN da estatal. Os agentes monitoraram a movimentação e seguiram os suspeitos até uma residência na Zona Leste da capital, onde outros envolvidos estavam reunidos. O local foi cercado, e todos acabaram presos em flagrante.

Durante a operação, foram apreendidos 12 celulares, um notebook e um pendrive. Em depoimento, alguns dos detidos alegaram que estavam na casa para participar de uma festa, mas os indícios levantados pela PF apontam para outra história.

Vulnerabilidades

De acordo com os investigadores, os criminosos se comunicavam sob apelidos como “SETHH 7”, “RBS” e “BA”. As mensagens interceptadas mostram discussões sobre falhas no sistema do PIX. Um dos suspeitos teria sido responsável por desenvolver mecanismos de ataque e chegou a aparecer em vídeo afirmando ter “a senha que gira o Pix”.

As apurações também indicaram a participação de doleiros na movimentação do dinheiro obtido de forma ilícita. Parte dos valores era convertida em criptomoedas e enviada ao exterior por meio de pequenas fintechs, estratégia usada para dificultar o rastreamento.

Prisões

No sábado (13), a Justiça Federal em São Paulo converteu as prisões em preventivas, reforçando a gravidade do caso. Segundo relatório da PF, o grupo teria conseguido acessar o cofre de senhas da Caixa e contava com colaboradores que participaram do próprio desenvolvimento do PIX, o que teria permitido explorar vulnerabilidades de sua estrutura.

As autoridades também investigam a ligação dos presos com ataques recentes a empresas de tecnologia financeira, como Sinqia e C&M, que atuam como intermediárias entre bancos e o sistema PIX. O prejuízo estimado chega a R$ 1,5 bilhão.

A PF informou, em nota, que os suspeitos responderão por organização criminosa e tentativa de furto qualificado por meio eletrônico. As investigações seguem sob sigilo e estão a cargo da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (Deleciber).

(Com informações Ti Inside)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcelo Camargo)

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