Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
Notícias

Problemas de saúde mental já causam perdas de US$ 5 trilhões por ano

155

Saúde mental – Os transtornos mentais e as condições relacionadas à saúde cerebral já representam um custo anual de aproximadamente US$ 5 trilhões para a economia mundial. Caso medidas efetivas não sejam adotadas, esse valor poderá ultrapassar US$ 16 trilhões até 2030.

Os dados fazem parte do estudo “Creating Workplace Environments that Support Brain Health” (“Criando ambientes de trabalho que apoiam a saúde cerebral”), elaborado pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative.

LEIA: Pesquisas sobre lembranças traumáticas podem revolucionar tratamento de transtornos mentais

De acordo com o levantamento, os casos de depressão e ansiedade respondem, sozinhos, por perdas de produtividade estimadas em US$ 1 trilhão por ano, além de provocarem a perda de 12 bilhões de dias de trabalho anualmente.

A pesquisa também revela que o desengajamento dos trabalhadores gera prejuízos de cerca de US$ 8,8 trilhões em todo o mundo, o que corresponde a aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Diante desse cenário, especialistas apontam o ambiente corporativo como um dos principais espaços para promover ações voltadas ao bem-estar psicológico. A justificativa é que as pessoas passam, em média, 90 mil horas de suas vidas trabalhando, tornando o local de trabalho estratégico para iniciativas de cuidado com a saúde mental.

“A forma como o trabalho é organizado, como as lideranças se relacionam e como as pessoas descansam e convivem influenciam diretamente na saúde mental. O cuidado precisa estar incorporado ao dia a dia”, afirma Ana Menegotto, vice-presidente de pessoas, comunicação e ESG da Sodexo Brasil.

Segundo a executiva, a segurança psicológica deve ser construída a partir do próprio desenho dos ambientes de trabalho e da cultura organizacional, e não tratada como uma ação pontual.

O tema ganhou ainda mais relevância após a entrada em vigor, em maio, da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que ampliou a responsabilidade das empresas em relação aos riscos que afetam a saúde mental dos trabalhadores.

Ambientes saudáveis podem reduzir impactos

O estudo defende uma visão ampla da saúde mental, considerando aspectos como alimentação, qualidade do sono, prática de atividades físicas, ambiente de trabalho, conexões sociais, propósito, controle do estresse, aptidão mental e ações preventivas de cuidado.

A publicação reúne evidências científicas que relacionam esses fatores à saúde cognitiva, ao desempenho profissional e à capacidade de adaptação das pessoas. Entre as principais conclusões está a necessidade de criar ambientes de trabalho mais saudáveis.

De acordo com o relatório, elementos como iluminação natural, boa qualidade do ar, redução de ruídos, áreas de convivência e estímulo ao descanso podem contribuir para a melhora do desempenho cognitivo e para a diminuição dos níveis de estresse.

Um dos estudos analisados mostra que profissionais que atuavam em edifícios com ventilação mais eficiente e menor concentração de poluentes alcançaram resultados até 61% superiores em testes cognitivos.

A pesquisa também chama atenção para a importância das relações interpessoais dentro das organizações. Dados reunidos no documento indicam que a solidão eleva em 31% o risco de demência e está associada ao aumento de casos de ansiedade, depressão e esgotamento mental.

Além dos benefícios para os trabalhadores, o relatório destaca que os investimentos em saúde cerebral podem gerar ganhos econômicos significativos. Segundo os autores, iniciativas voltadas ao tema têm potencial para acrescentar US$ 6,2 trilhões ao PIB global até 2050, impulsionadas pela redução de afastamentos, pelo aumento do engajamento e pela melhora da produtividade.

Para os responsáveis pelo estudo, o crescimento dos transtornos mentais exige uma mudança de postura das organizações, que devem deixar de enxergar a saúde mental apenas como um benefício corporativo e incorporá-la às estratégias de negócio.

Com isso, o ambiente de trabalho passa a exercer um papel de proteção e promoção do bem-estar, reforçando que o cuidado com a saúde mental é uma condição essencial para a sustentabilidade das empresas.

(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Magnific/DC Studio)

Artigos relacionados

Empresas reforçam estratégias de soberania digital diante de riscos tecnológicos

Relatório aponta riscos ligados à concentração de fornecedores e destaca resiliência, IA...

Uber libera câmera ao vivo para pais acompanharem viagens de adolescentes

Recurso permite que responsáveis acompanhem em tempo real o interior do veículo...

Quanto vai custar o novo iPhone? Saiba tudo sobre os últimos lançamentos da Apple

Novos aparelhos chegam com melhorias em câmeras, bateria, inteligência artificial, áudio e...

Aparelhos de TV pirata usam conexão da casa para mascarar crimes virtuais

Equipamentos que oferecem canais gratuitos podem utilizar o IP residencial para esconder...