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Projeto usa robôs e IA para limpar o fundo do mar e localizar minas submersas

Iniciativa combina drones e robôs autônomos para enfrentar camada pouco visível da poluição marinha

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Robôs e IA – A imagem mais comum da poluição nos oceanos ainda está ligada ao plástico boiando na superfície. No entanto, a maior parte dos resíduos está longe dos olhos, acumulada no fundo do mar. Para enfrentar esse desafio, a União Europeia aposta em uma solução tecnológica baseada em robôs inteligentes capazes de operar de forma autônoma nas profundezas.

Grande parte do lixo descartado no oceano não permanece à vista. Com o tempo, ele afunda e se deposita no leito marinho, tornando-se praticamente imperceptível.

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De acordo com Bart De Schutter, professor da Universidade Tecnológica de Delft e responsável pela coordenação do projeto, esse acúmulo representa uma ameaça relevante ao meio ambiente.

Isso porque materiais como o plástico se fragmentam ao longo do tempo, originando microplásticos – partículas minúsculas já disseminadas por praticamente todos os ecossistemas do planeta.

Apesar da gravidade, essa camada mais profunda da poluição ainda recebe pouca atenção em iniciativas de limpeza.

A aposta europeia: o projeto SeaClear 2.0

Para lidar com o problema, a União Europeia financia o projeto SeaClear2.0, que dá continuidade a uma iniciativa anterior voltada ao uso de tecnologia subaquática.

O objetivo é desenvolver um sistema integrado, composto por drones e robôs submarinos, capaz de localizar, identificar e retirar resíduos do fundo do mar com alto grau de autonomia.

A iniciativa integra um plano mais amplo da UE que busca reduzir em 50% o lixo marinho até 2030.

Como funciona a limpeza com robôs

O funcionamento do sistema depende da atuação coordenada de diferentes tecnologias.

Inicialmente, embarcações autônomas de superfície são enviadas às áreas de operação. Em seguida, drones aéreos realizam um mapeamento preliminar para identificar possíveis concentrações de resíduos.

Na etapa seguinte, entram em ação os robôs submarinos equipados com inteligência artificial. Eles conseguem distinguir objetos como garrafas, pneus, estruturas metálicas e partes de embarcações de elementos naturais, como rochas e vegetação marinha.

A remoção dos resíduos pode ocorrer de diversas formas: por meio de braços robóticos, sistemas de sucção ou içamento com guindastes inteligentes.

Um “caminhão de lixo” no mar

Um dos componentes mais curiosos do projeto é uma embarcação autônoma projetada para funcionar como um verdadeiro caminhão de lixo no oceano.

Esse sistema recolhe os materiais capturados pelos robôs e os transporta até a costa, onde podem ser descartados corretamente ou encaminhados para reciclagem.

Nos testes já realizados, foram retirados itens como pneus, cercas metálicas e fragmentos de embarcações — objetos que, manualmente, exigiriam operações complexas e arriscadas.

Menos mergulhadores em risco

Tradicionalmente, a limpeza do fundo do mar depende da atuação de mergulhadores, o que envolve custos elevados, limitações operacionais e riscos significativos, especialmente ao lidar com estruturas pesadas ou instáveis.

A automação proposta pelo SeaClear2.0 busca reduzir essa dependência, tornando o processo mais seguro e eficiente. Além disso, os robôs conseguem operar por períodos prolongados e em condições adversas, ampliando o alcance das operações.

Um uso inesperado: detectar minas submersas

Além da função ambiental, os pesquisadores avaliam uma aplicação adicional para a tecnologia: a identificação de minas submarinas não detonadas.

Esses artefatos, remanescentes de conflitos passados, ainda representam ameaça em diversas regiões do mundo. Adaptados para essa finalidade, os robôs podem contribuir tanto para a proteção ambiental quanto para a segurança marítima.

Tecnologia promissora

Apesar dos avanços, os desenvolvedores reconhecem que o sistema ainda está em fase de aprimoramento.

Testes já ocorreram em locais como Marselha, na França, e em áreas da Alemanha. Novas etapas estão previstas em cidades como Veneza, Dubrovnik e Tarragona.

A expectativa é que, até o fim de 2026, a tecnologia esteja pronta para aplicação em larga escala por autoridades locais em diferentes regiões da Europa.

(Com informações de Gizmodo)
(Foto: Reprodução/Freepik/DarkinStudio)

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