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Reino Unido investiga uso do Grok para criar imagens íntimas falsas

Autoridades de diversos países já abriram investigação ou bloquearam chatbot do X, que tem sido usado para gerar fotos íntimas de terceiros sem consentimento

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Grok – O regulador britânico de proteção de dados, o Information Commissioner’s Office (ICO), anunciou nesta terça-feira (3) a abertura de uma nova investigação contra a rede social X, após a circulação de imagens de caráter sexual geradas pelo Grok, assistente de inteligência artificial da plataforma. O episódio provocou indignação internacional e levantou questionamentos sobre o uso indevido de dados pessoais.

A apuração não se limita à rede social comandada por Elon Musk, mas também inclui a xAI, empresa de inteligência artificial que adquiriu o X no ano passado. Segundo o ICO, a criação e a disseminação desse tipo de conteúdo levantam preocupações sérias em relação à legislação britânica de proteção de dados.

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“A criação e a difusão apontadas desse tipo de conteúdo suscitam sérias preocupações em relação à lei britânica de proteção de dados e representam um risco potencial de prejuízo significativo para o público”, afirmou o órgão regulador em comunicado oficial.

A investigação ocorre após repercussão negativa internacional envolvendo a ferramenta, que permite aos usuários solicitar a geração de nudez de pessoas reais a partir de fotos ou vídeos. Diante disso, alguns países anunciaram, em janeiro, o bloqueio total do Grok.

Ainda em meados de janeiro, o X informou que havia limitado o funcionamento de sua ferramenta de IA em países onde a criação desse tipo de imagem é considerada ilegal, embora não tenha detalhado em quais locais a restrição está efetivamente em vigor.

O contexto da investigação também envolve mudanças recentes na legislação britânica. O Reino Unido aprovou uma nova lei que criminaliza a produção ou o pedido de criação de imagens íntimas sem o consentimento da pessoa retratada, endurecendo o combate a esse tipo de prática.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o processo conduzido pelo ICO pode resultar em uma multa de até 4% do faturamento anual mundial da empresa.

Além disso, o X já é alvo de outra apuração no país. O Ofcom, órgão responsável pela regulação da mídia no Reino Unido, abriu uma investigação em 12 de janeiro para avaliar se a plataforma descumpriu obrigações relacionadas à moderação de conteúdos ilegais e à proteção de menores. Essa autoridade pode aplicar multas de até 10% do faturamento global e, em último caso, recorrer à Justiça para solicitar o bloqueio do aplicativo no país.

O anúncio da nova investigação do ICO coincide com a convocação de Elon Musk para prestar depoimento na França, em abril, no âmbito de uma investigação mais ampla sobre supostos desvios da plataforma. As instalações do X em território francês também estão sendo alvo de buscas.

De acordo com o comunicado do regulador britânico, a apuração irá avaliar “se os dados pessoais foram tratados de maneira lícita, leal e transparente, e se salvaguardas apropriadas foram integradas ao design e à implantação do Grok”.

(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Freepik/thanyakij-12)

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