Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
TI

Sites que ‘tiram a roupa’ de pessoas com uso IA seguem ativos

963

IA – Apesar de serem ilegais, os sites que utilizam inteligência artificial (IA) para criar imagens falsas de nudez a partir de fotos reais seguem operando e em franca expansão — inclusive com suporte técnico indireto de grandes empresas do setor de tecnologia.

Essas plataformas, conhecidas como “nudificadoras”, permitem gerar montagens pornográficas não autorizadas com o uso de IA. Um levantamento conduzido pelo site Indicator revelou novos dados sobre o funcionamento desse tipo de serviço.

LEIA: Vote aqui no plebiscito contra a escala 6×1 e pela isenção até 5 mil

Os números impressionam: há dezenas de sites ativos, com lucros significativos, utilizando infraestrutura tecnológica fornecida por grandes companhias como Amazon, Google e Cloudflare — que, em tese, não apoiariam esse tipo de prática.

O mercado de imagens falsas geradas por IA

– A pesquisa analisou 85 sites que oferecem o serviço de retirada de roupas digitalmente em fotos, explorando a estrutura técnica e os modelos comerciais utilizados;
– Desses, 62 usam serviços de hospedagem ou distribuição de conteúdo de empresas como Amazon Web Services (AWS) e Cloudflare;
– Um total de 53 sites conta com integração ao sistema de login rápido do Google, utilizando links intermediários para burlar as regras e obter aprovação da ferramenta;
– Os sistemas de pagamento variam entre plataformas terceirizadas como Coinbase, PayPal e até o Telegram, permitindo transações por cartão de crédito e carteiras digitais;
– O estudo estimou uma receita combinada entre US$ 2,6 milhões (aproximadamente R$ 14 milhões) e US$ 18 milhões (cerca de R$ 100 milhões) apenas nos últimos seis meses;
– Os dez sites mais acessados dessa categoria recebem majoritariamente visitantes dos Estados Unidos. Também há grande volume de acessos de países como Índia, Brasil, México e Alemanha.

Em resposta à revista Wired, a Amazon Web Services afirmou que investiga denúncias sobre violações de suas políticas.

Já o Google declarou que suas equipes estão tomando medidas para apurar os casos e implementar soluções permanentes. A Cloudflare não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Atividades ilegais e punições previstas

Sites e aplicativos que geram imagens falsas de nudez com uso de IA violam a lei e são classificados como ferramentas criminosas. Essas práticas podem ser utilizadas para fins como extorsão, humilhação das vítimas ou mesmo a criação de conteúdo envolvendo abuso sexual infantil.

Empresas como a Meta vêm tentando restringir a veiculação de anúncios desses serviços em plataformas como o Facebook. No entanto, alguns anúncios ainda conseguem ser aprovados e circulam nas redes sociais.

Embora ferramentas semelhantes existam desde 2019, a popularização dos modelos de IA recentes ampliou significativamente sua eficácia — o que levou empresas como OpenAI, Google e Microsoft a incluir bloqueios preventivos para impedir esse tipo de uso.

No Brasil, a legislação foi recentemente atualizada por meio de decreto do presidente Lula, elevando as penas para crimes de violência contra mulheres que envolvam uso de IA.

A divulgação de imagens do tipo “deepnude” também foi criminalizada pela Câmara dos Deputados, com previsão de pena de até seis anos de prisão e multa para quem produzir ou compartilhar esse tipo de conteúdo.

(Com informações de TecMundo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Artigos relacionados

TI

Gastos com nuvem voltada à IA devem crescer 96% neste ano

Inferência deve superar treinamento em investimentos globais neste ano, segundo projeção do...

TI

Google testa Gemini para corrigir senhas fracas no Chrome

Recurso foi encontrado em fase de testes no navegador e promete corrigir...

TI

Hackers alegam ataque a quase 50 empresas com exploração de falhas de segurança

Empresas confirmaram ter sido alvo de tentativas de invasão; grupo afirma ter...

TI

EUA criam programa que permite que empresas privadas ataquem sistemas digitais no exterior

Memorando cria regras para selecionar empresas, exige caução de US$ 1 milhão...