Novos cursos – Em um movimento estratégico para modernizar sua grade acadêmica, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) entregou ao Ministério da Educação (MEC) uma proposta de expansão voltada para áreas de ponta. O plano prevê a ampliação de vagas em engenharia, tecnologia, matemática e inteligência artificial, com a meta de implementar as novidades já na próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
A proposta foi formalizada em Brasília, durante reunião entre a reitora da UFMS, Camila Ítavo, e o ministro da Educação, Camilo Santana. A escolha das áreas prioritárias não foi por acaso; ela reflete um equilíbrio entre o desejo dos candidatos e o que as empresas buscam atualmente. “Temos observado um crescimento expressivo na procura por áreas tecnológicas, tanto pelos jovens quanto pelos setores produtivos”, afirmou a reitora.
LEIA: Deepfakes sexuais crescem e se tornam cada vez mais frequentes no Brasil
Segundo Camila Ítavo, o setor produtivo tem sinalizado, “de forma muito clara, a necessidade de profissionais qualificados em engenharia, ciência de dados, inovação e inteligência artificial”.
Alinhamento estratégico e técnico
Além de atender ao mercado, a expansão cumpre uma meta do Governo Federal. “Essa também é uma orientação do próprio Ministério, que tem solicitado que as universidades federais ampliem sua atuação em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país”, explicou a reitora, fazendo referência direta às áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
A viabilidade do projeto foi sustentada por rigorosos estudos internos realizados pela própria universidade. A instituição avaliou sua capacidade instalada, as tendências globais e as vocações regionais antes de consolidar o plano. Conforme detalhou Ítavo, a criação desses cursos é “uma resposta responsável e estratégica” às demandas contemporâneas.
Ao definir este novo rumo para a UFMS, a reitora reforça o impacto social da medida: “Não estamos apenas criando novos cursos, estamos ampliando oportunidades onde elas realmente fazem diferença”.
(Com informações de Campo Grandes News)
(Foto: Reprodução/Site da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)