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Últimos orelhões de MS serão desativados após fim das concessões

Encerramento das concessões da telefonia fixa elimina obrigação das operadoras em manter aparelhos

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Orelhões – O fim das concessões do serviço de telefonia fixa no Brasil está colocando um ponto final em um dos símbolos mais marcantes da comunicação no país: os orelhões. Em Mato Grosso do Sul, ainda resistem 108 telefones públicos instalados, entre aparelhos em funcionamento e outros em manutenção, mas sem previsão de novos investimentos ou reposição.

Os dados mais recentes, declarados pelas operadoras à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indicam que 62 desses equipamentos estão classificados como ativos, enquanto outros 46 aparecem em manutenção. A distribuição envolve três empresas responsáveis pelo serviço no estado.

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A Oi concentra a maior parte dos aparelhos, somando 63 unidades, sendo 34 ativas e 29 em manutenção. Na sequência aparece a Claro, com 35 orelhões instalados. A Algar, por sua vez, mantém apenas 10 equipamentos em território sul-mato-grossense.

Os números refletem uma tendência nacional já apontada pelo jornal O Globo: com o encerramento das concessões da telefonia fixa em 2025, os telefones públicos deixaram de ser uma prioridade. A partir de 2026, as operadoras não têm mais obrigação de manter o serviço nos moldes antigos, o que viabiliza a retirada gradual dos aparelhos das ruas.

No caso específico de Mato Grosso do Sul, ainda não há um levantamento consolidado sobre a quantidade de orelhões totalmente inativos. Isso ocorre porque o mapa público do sistema está fora do ar, limitando o acesso às informações a gráficos e planilhas divulgadas mensalmente pelas próprias prestadoras. Dessa forma, o número real de estruturas abandonadas pode ser superior ao que aparece nos registros oficiais.

Com a mudança no modelo regulatório e a popularização dos celulares, os orelhões caminham para desaparecer definitivamente da paisagem urbana, encerrando uma era histórica das telecomunicações no país.

(Com informações de Campo Grande News)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)

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